terça-feira, 22 de setembro de 2020

Temporada 1995

Até a temporada de 1995, o Itabaiana detinha o maior recorde de títulos seguidos. O Tremendão havia conquistado um pentacampeonato de 1978 a 1982, sendo que em três o Sergipe foi vice e no último o clube rubro dividiu o título com o tricolor. Ou seja, a rivalidade com o time serrano naquela época era tão grande quanto com o Confiança. 

Percebendo a força do elenco com maioria formada no João Hora, após conquistar o tetra, o Mais Querido não mediu esforços para se igualar ao Itabaiana em número de taças estaduais seguidas. Havia ainda um desejo maior, em especial de Ari Resende, em poder colocar em vários locais do estádio a frase que viu nos Aflitos, sede do Náutico: Hexa é luxo! Mas essa já é outra história. 

Após o tetra, vários dos bons jogadores, a exemplo de Rocha, Leniton e Elenilson, saíram do elenco e eles tiveram que remontar a equipe utilizando mais uma vez principalmente os atletas da base, como Chicão. Os que ficaram como Marcos, Gildásio e Osvaldo nos deram totais condições de atuar no elenco sem problemas. Eles transmitiram a experiência que os mais jovens precisavam para fazer um grande campeonato, inclusive o clube trouxe o Marcelo Sergipano, outro bom jogador e que ajudou muito na campanha. O plantel era muito bom, o que rendeu tembém uma boa campanha no Brasileiro da Série B, que só não culminou com o acesso, visto que muitos atletas foram dispensados durante a competição.

Apesar de uma sequência inédita de titulos e uma boa campanha na Série B, a campanha do penta estadual não foi nada fácil, visto que o maior rival vinha com um elenco muito forte e ainda tinha o Itabaiana para “botar água no chope” do alvirrubro. O dirigente Ari Resende relembra momentos cruciais do torneio. O dirigente Ari Resende relembra momentos cruciais do torneio.  

- A campanha do pentacampeonato do Sergipe, em minha opinião, foi muito mais valorizado do que o hexa, foi muito mais difícil. Tínhamos três jogos seguidos com o Confiança, mas enquanto o Confiança estava 40 dias de folga só nos aguardando, nós estávamos jogando direto pelo Campeonato Brasileiro com equipes de São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba. Só que quando nós voltamos para Aracaju, tanto os rivais quanto a imprensa, achavam que o Sergipe não tinha mais ninguém, porque vínhamos jogando direto, quarta e domingo, então íamos chegar sem elenco forte pra brigar pelo título. Só que entre uma partida e outra nós contratamos dez jogadores fora os que já estavam como Limoeiro, Vavá, Gito, Marquinhos e Cássio. Trouxemos, regularizamos todos e ninguém sabia. Quando nós fomos fazer as partidas com o Confiança estávamos com um elenco totalmente forte e focado no título – explicou Ari Resende. 

O Confiança ganhou o quadrangular. Como prêmio, o time azulino já entrou na fase final com pontos a mais. mas o Sergipe conseguiu reverter a situação.

- Devido à algumas ausências, acabamos perdendo alguns jogos, até porque não tínhamos fôlego para suportar as duas competições ao mesmo tempo. Encerrado o Brasileiro, ficamos somente com o estadual e, inclusive, já tínhamos perdido alguns jogos para o Confiança, mas na reta final conseguimos vencê-los e graças a Deus conquistamos o título, o tão almejado pentacampeonato. Pra mim, muito marcante, pois foi meu primeiro título como titular no Sergipe e pelos prêmios que eu conquistei ao final do estadual – relembrou o ex-volante Chicão.  

E assim o Sergipe chegou ao tão sonhado e sofrido quinto título seguido, igualando a marca do Itabaiana, entre 78 e 82. Mais uma conquista que ficou marcada para torcedores, dirigentes e jogadores alvirrubros.

 Os uniformes usados em 1995, mais uma vez foram produzidos pela Spert e trazia um desenho inspirado na camisa usada pelo Internacional (RS) usado no ano anterior e produzido pela Umbro. O conjunto titular era predominantemente vermelho, com detalhes brancos nas mangas (com o nome "SERGIPE"), calções brancos e meiões vermelhos. O conjunto reserva possuia o mesmo design do titular, com o branco predominante e detalhes vermelhos nas mangas, calções vermelhos e meiões brancos.

OBS: O texto acima foi extraído de uma matéria do jornalista Osmar Rios, publicado no site do Globo Esporte Sergipe, que fazia alusão aos 20 anos do Hexacampeonato do Sergipe. Para ler a matéria, clique aqui.

 

domingo, 20 de setembro de 2020

Temporada 1996

 A Temporada 1996 ficou marcada na história do Club Sportivo Sergipe. Apesar de não ter sido um ano fácil para o Sergipe, o Hexa marcou uma geração de jogadores e dirigentes que passaram pelo João Hora. A formula do Campeonato Sergipano mais uma vez era mirabolante, com fases, turnos, quadrangulares e pontos de bonificação para a fase final.  O início da campanha do Hexa não foi das melhores, visto que no 1º Turno da 1ª Fase a equipe rubra ficou em 2º lugar e não se classificou para a Final do 1º Turno, que foi decidido entre  Olimpico (Itabaianinha) e Itabaiana, sendo que o Itabaiana saiu vitorioso no confronto e levou 3 pontos para a Fase Final. Depois do 1º Turno conquistado pelo Itabaiana, foi disputado um 2º Turno com os 2 melhores colocados de cada grupo do Turno anterior, com jogos no formato mata-mata. O Sergipe enfrentou na semifinal o Olímpico (Itabaianinha) em dois confrontos, onde venceu o jogo de ida por 1 x 0 e empatou o jogo de volta em 0 x 0, classificando-se para a Final do 2º Turno, onde enfrentou o Confiança. Na Final do 2º Turno da 1ª Fase, o jogo terminou empatado e na decisão por penaltis, a equipe rubra derrotou o rival por 9 x 8 e acumulou 1 ponto para a Fase Final. Daí por diante, a equipe se encaixou e no 1º Turno da 2ª Fase, o Sergipe terminou em 1º do grupo  e ganhou essa fase com uma vitória na Final por 3 x 2 sobre o Vasco, 1º colocado do outro grupo, e acumulou mais 3 pontos para a Fase Final. Na Disputa do 2º Turno da 1ª Fase, novamente com jogos em formato mata-mata, o Sergipe jogou contra o Olimpico (Itabi) na Semifinal e empatou o jogo de ida por 3 x 3 e se classificou no jogo de volta, com uma vitória por 3 a 0, sobre o Jegue do Sertão (como era conhecido o Olímpico). Na Final do 2º Turno da 1ª Fase, mais uma vez o adversário foi o Vasco, e depois de um empate sem gols, o Sergipe sagrou-se campeão nos penaltis, por 6 x 5, e acumulou mais 1 pontos e totalizando 5 pontos de bonificação para a Fase Final. Na Fase Final a coisa não foi fácil e se o Sergipe não tivesse acumulado 5 pontos, talvez o Hexa não viesse. Logo nas duas rodadas iniciais, perdeu para Olimpico (Itabaianinha) e Vasco. Os jogos seguintes mexeram com as emoções dos torcedores, pois o Sergipe venceu o Itabaiana, empatou com o Olímpico (Itabi) e novamente venceu o Itabaiana no Batistão. O último e decisivo jogo foi contra o Vasco, que contava com a revelação do campeonato, o meia Geraldo (que mais tarde se destacou pelo Confiança  e por outros clubes do Brasil). O jogo foi duro e o empate no final deu o Hexacampeonato histórico ao Sergipe. Apesar do título histórico, a Temporada também ficou marcada negativamente pela goleada de 8 x 0 que a equipe rubra sofreu do Palmeiras, a máquina comandada por Djalminha, no jogo de ida pela Copa do Brasil. Na Série B do Brasileirão, o Sergipe não fez boa campanha, visto que nos 8 jogos  que fez pelo grupo C da competição, conseguiu apenas uma vitória sobre o Americano(RJ) e acumulou 2 empates e 5 derrotas, campanha que rebaixou o Sergipe para a Série C de 1997. O uniforme usado em 1996, marcou a despedida da Spert, que vestiu o clube desde a temporada 1993 e era semelhante ao uniforme usado no ano anterior. O conjunto titular era predominantemente vermelho, com detalhes brancos nas mangas, calções brancos e meiões vermelhos. O conjunto reserva possuia o mesmo design do titular, com o branco predominante e detalhes vermelhos nas mangas, calções vermelhos e meiões brancos.

 
OBS. Esse template foi desenvolvido em parceria com o amigo Evaldo Júnior, do blog/site ErojKit.

Temporada 1995

Até a temporada de 1995, o Itabaiana detinha o maior recorde de títulos seguidos. O Tremendão havia conquistado um pentacampeonato de 1978 a...