domingo, 29 de novembro de 2020

Temporada 1992

A massa colorada sempre foi acostumada a presenciar futebol de qualidade. Os esquadrões rubros sempre jogaram de forma ofensiva e com bastante técnica. É assim que podemos definir a Escola Colorada de Futebol, um celeiro de jogadores habilidosos, velozes e goleadores, como também de defensores de grande técnica. Em 1992, o torcedor do Sergipe sentia-se orgulhoso por ver essa tradição sendo posta em campo, um time então campeão que defenderia o título de forma primorosa.

A temporada de 1992 iniciava promissora no João Hora, já que os atuais campeões mantiveram a base do grande time do ano anterior. Além disso, os jovens talentos mostravam uma grande evolução, não mais sendo considerados apenas promessas. Por outro lado, o Mais Querido não contaria com o craque Leniton, que havia sido emprestado ao Bahia, no início do campeonato, o qual só retornaria no segundo turno.

A primeira partida do ano ocorreu contra um adversário que fi caria marcado na temporada: o antigo São Cristóvão de Carmópolis. O Sergipe não enfrentou dificuldades ao vencê-lo pelo placar de 2 a 0 com gols de Rocha e Zé Raimundo. Em seguida, os rubros venceriam o União de Propriá e o Estanciano, este último goleando por 6 a 0. Apesar do bom início, o time teve um péssimo desempenho na Série C e passou a sofrer derrotas também no estadual. Com isso, o treinador Ribeiro Neto optou em mudar os ares ao sair do clube.

Enquanto o presidente Motinha não definia seu sucessor, o artilheiro Rocha passou a desempenhar também o papel de treinador na vitória contra o Maruinense e na derrota para o maior rival na decisão do 1º turno.

Finalmente, na fase seguinte, estreava o técnico que acompanharia o time pelo resto da temporada. Tratava-se do carioca Ivan Gradim.

O novo comandante também contou com a volta de Leniton após o término do seu empréstimo ao tricolor baiano. Após essas mudanças, o Sergipe ganhou fôlego para se recuperar no campeonato, alcançando, assim, o título do 2º turno ao vencer a equipe do bairro industrial por 2 a 0, gols de Rocha.

O final do campeonato se aproximava e o Gipão acumulava vitórias até a partida que selaria o bicampeonato. Eis que a conquista chegaria em duelo contra o adversário da estria da competição, o São Cristóvão. Uma caravana com mais de 20 ônibus e 200 carros, segundo o jornal A Gazeta de Sergipe, saiu de Aracaju em direção ao estádio Petrolão em Carmopólis. Os colorados precisavam de apenas um empate para o título.

A massa colorada viu seu esquadrão abrir o placar com Leniton de cabeça, logo aos 11 minutos, após cobrança de falta de Osvaldo. Mas, ainda no 1º tempo, Malvina empatou para o São Cristóvão, terminando assim o 1º tempo.

Na volta do intervalo, os adversários estavam mais motivados, criando chances claras de gol. Atento a situação, o técnico Gradim mexeu na equipe colocando Zé Raimundo na partida. Com a mudança, o Sergipe melhorou na partida até desempatar o placar com Elenilson. A torcida rubra já fazia a festa nas arquibancadas quando Zé Raimundo deu um lençol no zagueiro e cruzou na medida para Leniton fechar o placar. Final, Sergipe 3 x 1 São Cristóvão, para o delírio da Massa Colorada que viu seu time conquistar o bicampeonato de forma antecipada e a 25ª taça na sua galeria de troféus. 

Em 1992, as camisas já não eram mais produzidas pela Adidas, e apenas os calções continuavam a ser usados. As camisas não tinham um fornecedor definido e eram simples. O conjunto titular era composto pela camisa vermelha com golas e punhos brancos, calção branco e meiões vermelhos. O conjunto reserva era com a camisa branca com golas e punhos vermelhos, calções vermelhos e meiões brancos.


Texto base de Davi Tenório. Revista Almanaque do Gipão. Edição n° 2. Janeiro de 2020

sábado, 24 de outubro de 2020

Temporada 1993

Tratou-se de um manancial de glórias rubras a Temporada de 1993, em virtude de que foi alcançado o 1º acesso de um clube sergipano em competições nacionais e conquistado o tricampeonato sergipano (igualando o próprio feito de 1972). Pela Série C do Campeonato Brasileiro de 1993 (Qualificatório para a Série B de 1994), o Gigante Rubro, prestes a sagrar-se tricampeão sergipano, venceu o Itabaiana nas duas partidas em que o confrontara, derrotando-o por 1 x 0 no Estádio Presidente Médici (à época assim denominado), na data em que o Maior do Estado completara 84 anos, e por 3 x 0 em Aracaju, a 21 de Novembro. Do mesmo modo, goleou o arquirrival por 4 x 1 no dia 31 de Outubro e, 10 dias depois, saiu novamente vitorioso do Clássico Maior, por 2 x 0. Igualmente devido a tais resultados, o C. S. S.  concluiu a sua campanha com 100% de aproveitamento (sendo o campeão daquela edição, baseando-se no aproveitamento) e conquistou o 1º acesso de um clube sergipano em competições nacionais, de modo que garantiu a sua vaga na Série B de 1994 (retornando a esta após 4 anos distante, da mesma forma que se manteria nesta por período equivalente, ou seja, pelo quadriênio seguinte). A respeito do tricampeonato estadual, com a conclusão do prélio Sergipe 2 x 0 Vasco-SE no Estádio Lourival Baptista, no dia 15/12/1993, eternizado por 2 gols de Rocha, após a sua entrada em campo somente no decorrer de meados do 2º tempo, em atendimento a solicitações da nação colorada, uma vez que encontrava-se contundido, o Gipão alcançou o seu 26º título sergipano, igualmente nomeado de tricampeonato dos 6 consecutivos na década de 1990, tendo ainda aplicado, dentre outras, uma sonora goleada por 4 x 0 no Clássico da Paz, na rodada anterior, penúltima do quadrangular final (também formado pelo Vasco-SE, Maruinense e Itabaiana). 

Texto: Perfil @tradiçãorubra no Instagram

Curiosamente, em 1993, o Sergipe usou três conjuntos diferentes de uniformes (fato bem comum nos anos 70, quando o Sergipe também usou muitos conjuntos diferentes em uma mesma temporada). O primeiro conjunto não tinha marca definida, sendo que no uniforme titular a camisa era predominantemente vermelha com punhos brancos e gola mista (v-pólo) em branco com detalhes vermelhos, calções brancos e meiões vermelhos. Já o uniforme reserva era o inverso do titular, com camisa branca e detalhes em vermelho, calções vermelhos e meiões brancos. Durante o andamento da temporada, o Sergipe assinou com a Spert (que produziu o material do Sergipe até 1996) e o uniforme permaneceu, praticamente o mesmo, sendo que foram usados mais dois conjuntos, com pequenas diferenças nas golas. 

Curiosidade: Um fato marcante da Temporada 1993, foi a presença do lateral-direto Zé Maria (que foi emprestado pela Portuguesa de Desportos) e que teve uma carreira brilhante, com passagens por grandes clubes como Flamengo, Vasco, Palmeiras, Cruzeiro, Parma-ITA, Internacionale-ITA, Perugia-ITA e jogou 25 partidas pela Seleção Brasileira, conquistando a medalha de bronze olímpica nas Olimpiadas de Atlanta em 1996, Copa América e Copa das Confederações em 1997.

 
 
 
 
 

Temporada 1992

A massa colorada sempre foi acostumada a presenciar futebol de qualidade. Os esquadrões rubros sempre jogaram de forma ofensiva e com bastan...