sexta-feira, 21 de maio de 2021

Temporada 1989

Antônio Soares da Mota, o Motinha, era um dirigente de personalidade forte. Comandou o clube por mais de 30 anos, foi amado e odiado na mesma proporção, envolveu-se em polêmicas, cometeu erros e teve acertos também. Um dos principais legados que deixou foi o trabalho de formação de jogadores. Muitos dos principais craques do fim da década de 80 e anos 90 eram formados no João Hora de Oliveira. Essa filosofia teve um custo, sacrificou algumas chances de título, mas credenciou o time para a conquista de 1989 e, posteriormente, para o hexacampeonato. 

A base colorada era comandada pelo Geraldão. Em entrevista ao vivo no Globo Esporte no dia do jogo que deu ao Sergipe o título de campeão sergipano em 1989, Motinha explicou ao repórter Hermínio Matos o porquê da aposta nos jogadores formados no Mundão.

- Eu percebi que o Sergipe não tinha patrimônio nenhum só contratando jogadores. Gastava dinheiro nas contratações e não tinha nenhum patrimônio. Aí, depois do título de 1985, eu dei uma de doido e comecei a apostar mais nessa formação. Isso nos custou alguns títulos. Mas eu sempre dizia que, quando os jogadores obtivessem mais experiência, as coisas iriam acontecer, como estamos vendo neste ano (1989). 

Naquele mesmo dia, o Sergipe conquistaria o 23° título de sua história. Entre os valores do time, tinham Ita, Mica, Baianinho, Elenilson, Sandoval e Nininho. Outra peça de destaque, artilheiro naquele ano, foi o atacante Celso Mendes, que não foi formado na base do clube, mas agregou bastante e teve grande importância naquela conquista. 

- Já havia um bom tempo que me recomendaram a contratação do Celso Mendes e eu acabei não contratando antes mais por conta daquelas questões de apostar mais no patrimônio do clube. Mas ele veio e é um grande jogador - disse Motinha na época.

Celso Mendes jogou ao todo três temporadas no Sergipe (1987, 1989 e 1990). Atuou também no Santa Cruz e em Portugal, no Portimonense.

- Nessas três temporadas, eu consegui marcar muitos gols e ser artilheiro em algumas ocasiões. Em 87, fui convidado a vestir a camisa do Sergipe através do Ari Resende com aval do Motinha. Consegui ser artilheiro do campeonato com 18 gols e depois fui para Portugal. Retornei em 1989. Cheguei no segundo turno e mesmo assim conseguimos o título e eu fui o artilheiro da competição com 10 gols, mesmo chegando no segundo turno. Renovei para 90, joguei mais essa temporada e fui artilheiro do Sergipe. Com isso, consegui, com muito orgulho, me tornar ídolo da torcida do Sergipe - comentou Celso Mendes.

O título de 89 poderia ter sido decidido em um Sergipe e Confiança no Batistão. Os colorados tiveram a chance de conquistar o título com duas rodadas de antecedência. Se o Tremendão, vencesse, ajudaria o Confiança, que ainda estava na briga. Celso Mendes abriu o placar, Isaísas fez contra e depois se redimiu com assistência de Celso Mendes. O título só não veio porque o Confiança ainda se mantinha vivo.

Contra o Lagarto, o Sergipe fez o jogo do título. Jogava pelo empate e a partida terminou com o placar de 0 a 0, apesar do domínio colorado. Porém, ainda não era hora de levantar a taça. Pelo regulamento da época, todo jogo que terminava empatado ia para os pênaltis. Nas penalidades, mesmo sendo derrotado, o time sagrou-se campeão. Explica-se! Era um quadrangular, quando havia empate, cada time ganhava um ponto, mas havia cobrança de pênaltis e o vencedor obtinha uma pontuação extra. O empate no tempo normal já era suficiente para garantir o título do Gipão.

Rubens Santos era o treinador do Sergipe naquela conquista. No dia seguinte, teve um Itabaiana e Confiança no antigo Médici apenas para cumprir tabela. O Tremendão venceu nos pênaltis, mas de nada adiantou. A festa já tinha sido feita na noite anterior, no Batistão, e foi colorada. 

Texto retirado na integra da Matéria do GE.com/se 

OBS: Os uniformes usados em 1989 foram os mesmos usados na temporada 1990, com o template clássico da adidas.

 

sexta-feira, 26 de março de 2021

Temporada 2021

Abrindo um parêntese na nossa regressão, hoje trago o manto da atual temporada. Produzido pela PE Retrô, o uniforme apresenta um desenho padrão para as duas versões, com a gola "V" com um friso central, padrões geométricos nos ombros e punhos da camisa e na barra do calção. No uniforme titular, a camisa rubra apresenta a gola em um tom de vermelho mais escuro e o friso central no mesmo tom vermelho da camisa, os padrões geométricos do ombro e punhos em um tom de vermelho mais escuro. Os calções são brancos com padrões geométricos da barra em vermelho e meiões vermelhos. No uniforme reserva, a camisa é branca com a gola branca e friso central vermelho, os padrões geométricos do ombro e punhos são vermelhos. Os calções são vermelhos com padrões geométricos da barra em vermelho mais escuro e meiões brancos. Em 2021, com o calendário mais cheio, esperamos que a temporada possa trazer alegrias para a massa colorada e que esse uniforme entre para a história do Mais Querido do Estado.

sexta-feira, 19 de março de 2021

Temporada 1990

Depois de um tempo sem postagens, volto com a temporada 1990, que não foi muito boa para o Mais Querido. Em um ano marcado pela Copa do Mundo da Itália, o Campeonato Sergipano começou agitado entre Sergipe e Confiança. Isso porque o atacante Celso Mendes, assinou dois contratos, um com o Sergipe e outro com o arquirrival. No fim das contas, acabou se apresentando no João Hora de Oliveira. A competição teve aquele tradicional torneio início, com as nove equipes jogando partidas curtas, tudo no mesmo dia, e com decisões por pênaltis em jogos que terminavam empatados. O Guarany de Porto da Folha foi o campeão improvável. Mas quando a bola rolou pra valer, já na decisão do 1º turno houve mais polêmica envolvendo o Sergipe e o arquirrival. Para apitar o confronto, veio o árbitro FIFA Pedro Carlos Bregalda. O confronto entre colorados e azulinos foi equilibrado no segundo tempo. Na volta do intervalo, aproveitando-se de uma falha da zaga, Nininho abriu o placar para o Sergipe. O Confiança precisava virar para conquistar a fase, empatou com Audair. Aos 43 do segundo tempo, já com a temperatura do jogo em alta voltagem, em uma bola aérea, o zagueiro Ita, do Sergipe, como último homem de defesa, evitou o gol do Confiança. O árbitro assinalou a marca do cal e a confusão foi generalizada, sendo que os jogadores do Sergipe não deixaram a cobrança ser efetuada e até o então presidente do Sergipe, o lendário Motinha, entrou em campo e não permitiu a cobrança do penalti. Diante desse cenário, o arbitro Bregalda foi para o vestiário e decretou a partida encerrada e o Confiança comemorou o título, que mais tarde foi ratificado pelo TJD. Definitivamente 1990 não foi um bom ano para o Sergipe. No segundo turno, em um clássico realizado no antigo Presidente Médici, o Itabaiana derrotou o Sergipe pelo placar de 1 a 0, tirando dos colorados definitivamente a chance de brigar pelo título, que estava entre tricolores e azulinos.Na última partida do Triangular Final, o Sergipe  enfrentou o arquirrival que jogava pelo título e abriu o placar com o atacante Dudu. O Sergipe tentou estragar a festa até o último minuto, mas não conseguiu e viu o arquirrival levantar o troféu de Campeão. 

Fonte: Matéria GE

Temporada 1989

Antônio Soares da Mota, o Motinha, era um dirigente de personalidade forte. Comandou o clube por mais de 30 anos, foi amado e odiado na mes...