quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

Temporada 1991

Talvez não haja algo que mais desperte o imaginário humano como as estrelas. É corriqueiro olharmos para os reluzentes objetos que a atiçam a nossa imaginação e, assim, tentamos decifrar seus mistérios e encantos. Tal como o sábio que estuda o movimento dos astros, ou a criança que vê acima do escudo os feitos eternizados de uma geração passada.

Qualquer grande clube centenário atravessa momentos altos e baixos. Em meio a crises, sempre surge a necessidade de se reinventar. Esse foi o cenário que o Sergipe vivia na segunda metade da década de 80, quando limitações financeiras forçaram a criatividade dos dirigentes rubros a criar um ousado projeto.

O C.S.Sergipe é o pioneiro na formação de atletas de base e há anos revelava craques sob a batuta do prof. Geraldo Oliveira. Tendo isso em mente, o folclórico presidente Motinha decidiu priorizar a formação das pratas da casa, mesmo que para atingir a maturação do processo o clube sofresse nas próximas temporadas.
Acontece que no meio do processo houve uma inesperada conquista do Sergipano de 1989 com uma equipe que mesclava experientes jogadores como Celso Mendes e Nininho a jovens como Sandoval e Leniton. Entretanto, o trabalho só deslancharia em 1991.
A década de 90 começava com o predomínio de nossos rivais, os quais eram os atuais campeões sergipanos e passaram a disputar a Série B do Brasileiro. Já nas bandas do Siqueira Campos, o Mais Querido enfrentava o descrédito da torcida e da imprensa, que não viam o clube exercendo o protagonismo de anos anteriores. Além disso, o Sergipe havia começado mal o campeonato. Após desempenhos fraquíssimos e instabilidades no grupo, o então técnico Mitermaia é demitido, assumindo em seu lugar o icônico Ribeiro Neto. 

O novo treinador tinha um imenso desafio pela frente: resolver a crise interna do elenco rubro e alcançar o maior rival que estava sobrando na competição. A mudança inicialmente surtiu bons resultados. Após vencer o Olímpico em sua estreia, os comandados de Ribeito Neto engataram mais 2 vitórias consecutivas em clássicos contra Confiança e Itabaiana. No entanto, a inesperada derrota de virada para o Amadense, após estar vencendo por 2 a 0, fez ressurgir o descrédito na equipe rubra, que viu com isso o seu maior rival conquistar o turno e pontos extras na fase final.

Acontece que a troca de comando resolveria não só o ambiente do vestiário como também o futebol apresentado por jogadores que ainda não haviam deslanchado. Um dos casos mais notórios é o do centroavante Rocha, que se tornaria um dos maiores artilheiros da história do clube. Além dele, Sandoval e Elenilson elevaram seu futebol após mudanças no esquema tático, que passaria apresentar uma rotação de posição entre esses dois jogadores. Soma-se a isso o faro de gols do jovem Leniton, artilheiro da competição até então. Estava formado o quarteto jamais esquecido pela Massa Colorada.

Por outro lado, uma das jogadas de Ribeiro que mais surtiu efeito foram os blefes dados por ele em entrevistas para a imprensa. O técnico passava a afirmar que o campeonato estava perdido e que o nosso rival já poderia ser considerado campeão. Aos poucos, de vitória em vitória, o Sergipe passava a se aproximar do time do Bairro Industrial sem muito alarde.

Sacudida a poeira após a derrota em Tobias Barreto, o Sergipe deu uma arrancada no hexagonal da competição, mas tinha o Itabaiana como o rival a ser batido para alcançar uma vaga na final contra os azulinos.

Na última rodada do hexagonal, o Tricolor da Serra enfrentou a fraca equipe do União de Propriá em seus domínios. Os bastidores dessa partida deram o que falar, pois o presidente da equipe ribeirinha afirmou que dirigentes tricolores estiveram na cidade e que mantiveram conversas suspeitas com os dois goleiros do União. Com isso, os atletas suspeitos foram afastados do time, cabendo ao zagueiro Cosme a posição de goleiro improvisado. Eis que o inacreditável aconteceu: o Itabaiana desperdiçou inúmeras oportunidades não conseguindo vencer a partida, que ficou empatada em 1 a 1, graças a espetacular atuação do zagueirão Cosme embaixo da meta do União. No final do jogo, o dirigente propriaense acrescentou que os dirigentes rubros ofereceram uma gorda premiação aos jogadores do União caso arrancassem pontos do Tremendão da Serra.

No final dessa rodada, Sergipe e Itabaiana empataram em número de pontos, o que forçou uma partida extra entre as duas equipes, a qual foi vencida pelo Mais Querido. Os gols da vitória rubra foram marcados por Rocha e Evandro, enquanto Vanderlei descontou para os tricolores. 

Após a conquista do hexagonal, o Sergipe enfrentaria seu maior rival em dois jogos, nos quais uma derrota ou dois empates seriam fatais para o Vermelhinho. O Gigante Rubro necessitava, no mínimo, de um empate e uma vitória para forçar mais três jogos finais.

A torcida rubra viu seu time sair na frente no primeiro jogo aos 13 minutos com um golaço de Rocha. No entanto, os colorados foram infelizes após sofrem um gol contra de Luís Dias que culminou no empate da primeira partida.

O segundo jogo da decisão já havia começado com clima de festa dos rivais, que colocaram um trio elétrico na porta do Batistão, já contando com a conquista do campeonato. Em campo, um clássico bastante nervoso. Sergipe e Confiança realizaram uma partida bastante disputada e agressiva. Houve a expulsão de seis jogadores, três de cada equipe. O jogo caminhava para o título dos adversários, pois os gols de Rocha (CSS) e de Audair (ADC) arrastavam a partida para o desejado empate para os azulinos. Ocorre que os deuses do futebol já haviam vestido o manto rubro naquele ano. Aos 35 minutos do segundo tempo, Tuíca entrou em campo para mudar de vez o rumo da história. Um inacreditável foguete saiu dos pés de Tuíca, acertando o ângulo da meta adversária. O campeonato havia sido conquistado ali, pelos pés de Tuíca.

O resultado forçou uma nova série de 3 jogos decisivos. O Sergipe venceu a primeira partida com gol de Rocha e venceu a seguinte com gol do jovem Leniton, evitando-se, assim, um terceiro confronto. Finalmente os filhos de Geraldão adentraram no Panteão de Estrelas do futebol sergipano e logo seriam eternizados pelo espetáculo que só estava começando.

Para o ano de 1991, o Sergipe iniciou a temporada jogando com o uniforme da temporada anterior produzido pela gigante alemã Adidas (a marca vestia grande parte dos clubes brasileiros na década de 1980 e início da década de 1990, com kits básicos onde eram aplicados apenas os escudos das equipes e que se tornaram uniformes clássicos), com o acréscimo da aplicação do logo dos Refrigerantes Pinguim, que patrocinou o Sergipe naquela temporada.  O conjunto titular era composto com a camisa vermelha com as três listras da adidas nos ombros, calção branco e meiões vermelhos. O conjunto reserva era o inverso do titular, com camisas brancas e detalhes em vermelho, calções vermelhos e meiões brancos. Durante o decorrer do Campeonato Sergipano, o Sergipe trocou de uniforme. Deixou de vestir Adidas e passou a usar um material sem marca definida e que foi até o final da temporada. O conjunto titular era com camisa predominantemente vermelha, com gola branca tipo Pólo e detalhes brancos nas mangas e uma listra fina branca na altura do peito, calções brancos e meiões vermelhos. O Uniforme reserva era o inverso do titular, com detalhes em vermelho, calções vermelhos e meiões brancos. Um fato interessante daquela temporada foi o uso de um uniforme titular produzido pela Adidas, provavelmente usado em poucas partidas e com um patrocinador diferente, Farone (não foram encontradas imagens do uniforme reserva).

*Texto base de Davi Tenório. Revista Almanaque do Gipão. Edição n° 2. Janeiro de 2020


domingo, 29 de novembro de 2020

Temporada 1992

A massa colorada sempre foi acostumada a presenciar futebol de qualidade. Os esquadrões rubros sempre jogaram de forma ofensiva e com bastante técnica. É assim que podemos definir a Escola Colorada de Futebol, um celeiro de jogadores habilidosos, velozes e goleadores, como também de defensores de grande técnica. Em 1992, o torcedor do Sergipe sentia-se orgulhoso por ver essa tradição sendo posta em campo, um time então campeão que defenderia o título de forma primorosa.

A temporada de 1992 iniciava promissora no João Hora, já que os atuais campeões mantiveram a base do grande time do ano anterior. Além disso, os jovens talentos mostravam uma grande evolução, não mais sendo considerados apenas promessas. Por outro lado, o Mais Querido não contaria com o craque Leniton, que havia sido emprestado ao Bahia, no início do campeonato, o qual só retornaria no segundo turno.

A primeira partida do ano ocorreu contra um adversário que fi caria marcado na temporada: o antigo São Cristóvão de Carmópolis. O Sergipe não enfrentou dificuldades ao vencê-lo pelo placar de 2 a 0 com gols de Rocha e Zé Raimundo. Em seguida, os rubros venceriam o União de Propriá e o Estanciano, este último goleando por 6 a 0. Apesar do bom início, o time teve um péssimo desempenho na Série C e passou a sofrer derrotas também no estadual. Com isso, o treinador Ribeiro Neto optou em mudar os ares ao sair do clube.

Enquanto o presidente Motinha não definia seu sucessor, o artilheiro Rocha passou a desempenhar também o papel de treinador na vitória contra o Maruinense e na derrota para o maior rival na decisão do 1º turno.

Finalmente, na fase seguinte, estreava o técnico que acompanharia o time pelo resto da temporada. Tratava-se do carioca Ivan Gradim.

O novo comandante também contou com a volta de Leniton após o término do seu empréstimo ao tricolor baiano. Após essas mudanças, o Sergipe ganhou fôlego para se recuperar no campeonato, alcançando, assim, o título do 2º turno ao vencer a equipe do bairro industrial por 2 a 0, gols de Rocha.

O final do campeonato se aproximava e o Gipão acumulava vitórias até a partida que selaria o bicampeonato. Eis que a conquista chegaria em duelo contra o adversário da estria da competição, o São Cristóvão. Uma caravana com mais de 20 ônibus e 200 carros, segundo o jornal A Gazeta de Sergipe, saiu de Aracaju em direção ao estádio Petrolão em Carmopólis. Os colorados precisavam de apenas um empate para o título.

A massa colorada viu seu esquadrão abrir o placar com Leniton de cabeça, logo aos 11 minutos, após cobrança de falta de Osvaldo. Mas, ainda no 1º tempo, Malvina empatou para o São Cristóvão, terminando assim o 1º tempo.

Na volta do intervalo, os adversários estavam mais motivados, criando chances claras de gol. Atento a situação, o técnico Gradim mexeu na equipe colocando Zé Raimundo na partida. Com a mudança, o Sergipe melhorou na partida até desempatar o placar com Elenilson. A torcida rubra já fazia a festa nas arquibancadas quando Zé Raimundo deu um lençol no zagueiro e cruzou na medida para Leniton fechar o placar. Final, Sergipe 3 x 1 São Cristóvão, para o delírio da Massa Colorada que viu seu time conquistar o bicampeonato de forma antecipada e a 25ª taça na sua galeria de troféus. 

Em 1992, as camisas já não eram mais produzidas pela Adidas, e apenas os calções continuavam a ser usados. As camisas não tinham um fornecedor definido e eram simples. O conjunto titular era composto pela camisa vermelha com golas e punhos brancos, calção branco e meiões vermelhos. O conjunto reserva era com a camisa branca com golas e punhos vermelhos, calções vermelhos e meiões brancos.


Texto base de Davi Tenório. Revista Almanaque do Gipão. Edição n° 2. Janeiro de 2020

sábado, 24 de outubro de 2020

Temporada 1993

Tratou-se de um manancial de glórias rubras a Temporada de 1993, em virtude de que foi alcançado o 1º acesso de um clube sergipano em competições nacionais e conquistado o tricampeonato sergipano (igualando o próprio feito de 1972). Pela Série C do Campeonato Brasileiro de 1993 (Qualificatório para a Série B de 1994), o Gigante Rubro, prestes a sagrar-se tricampeão sergipano, venceu o Itabaiana nas duas partidas em que o confrontara, derrotando-o por 1 x 0 no Estádio Presidente Médici (à época assim denominado), na data em que o Maior do Estado completara 84 anos, e por 3 x 0 em Aracaju, a 21 de Novembro. Do mesmo modo, goleou o arquirrival por 4 x 1 no dia 31 de Outubro e, 10 dias depois, saiu novamente vitorioso do Clássico Maior, por 2 x 0. Igualmente devido a tais resultados, o C. S. S.  concluiu a sua campanha com 100% de aproveitamento (sendo o campeão daquela edição, baseando-se no aproveitamento) e conquistou o 1º acesso de um clube sergipano em competições nacionais, de modo que garantiu a sua vaga na Série B de 1994 (retornando a esta após 4 anos distante, da mesma forma que se manteria nesta por período equivalente, ou seja, pelo quadriênio seguinte). A respeito do tricampeonato estadual, com a conclusão do prélio Sergipe 2 x 0 Vasco-SE no Estádio Lourival Baptista, no dia 15/12/1993, eternizado por 2 gols de Rocha, após a sua entrada em campo somente no decorrer de meados do 2º tempo, em atendimento a solicitações da nação colorada, uma vez que encontrava-se contundido, o Gipão alcançou o seu 26º título sergipano, igualmente nomeado de tricampeonato dos 6 consecutivos na década de 1990, tendo ainda aplicado, dentre outras, uma sonora goleada por 4 x 0 no Clássico da Paz, na rodada anterior, penúltima do quadrangular final (também formado pelo Vasco-SE, Maruinense e Itabaiana). 

Texto: Perfil @tradiçãorubra no Instagram

Curiosamente, em 1993, o Sergipe usou três conjuntos diferentes de uniformes (fato bem comum nos anos 70, quando o Sergipe também usou muitos conjuntos diferentes em uma mesma temporada). O primeiro conjunto não tinha marca definida, sendo que no uniforme titular a camisa era predominantemente vermelha com punhos brancos e gola mista (v-pólo) em branco com detalhes vermelhos, calções brancos e meiões vermelhos. Já o uniforme reserva era o inverso do titular, com camisa branca e detalhes em vermelho, calções vermelhos e meiões brancos. Durante o andamento da temporada, o Sergipe assinou com a Spert (que produziu o material do Sergipe até 1996) e o uniforme permaneceu, praticamente o mesmo, sendo que foram usados mais dois conjuntos, com pequenas diferenças nas golas. 

Curiosidade: Um fato marcante da Temporada 1993, foi a presença do lateral-direto Zé Maria (que foi emprestado pela Portuguesa de Desportos) e que teve uma carreira brilhante, com passagens por grandes clubes como Flamengo, Vasco, Palmeiras, Cruzeiro, Parma-ITA, Internacionale-ITA, Perugia-ITA e jogou 25 partidas pela Seleção Brasileira, conquistando a medalha de bronze olímpica nas Olimpiadas de Atlanta em 1996, Copa América e Copa das Confederações em 1997.

 
 
 
 
 

sábado, 3 de outubro de 2020

Temporada 1994

Em 1994 não somente o Brasil, mas também o Gipão consolidara-se tetracampeão. O título sergipano fora assegurado em confronto realizado contra o Itabaiana, na data de 16 de Dezembro, encerrado pelo placar de 0 x 0, no Batistão, tal como no último título colorado, em 2018, estando a escalação rubra naquele Clássico da Paz disposta da seguinte maneira: Dilson, Careca, Édson, Denilson e Gildásio (Hamilton); Osvaldo, Alemão e Elenílson (Paulo Sérgio); Leniton, Marcelo Sergipano e Roberto. Técnico: Mauro Fernandes.  

Dois dias após, com a finalidade de mero cumprimento de tabela e entrega da taça, o Maior do Estado enfrentara o rival azul, como registrado no vídeo acima, tendo a partida resultado em empate por 1 x 1. Paulinho marcara na primeira etapa para a equipe jejuante da década de 1990, enquanto no segundo tempo, Júnior, por meio de cobrança de pênalti corretamente assinalado, empatara para os rubros. 

Vale ressaltar, ainda, que o atleta colorado, Marcelo Sergipano, concluíra o campeonato como artilheiro, com 25 gols, tendo o Gipão imposto boas goleadas na competição, quais sejam: 6 x 0 diante do América de Propriá e do Dorense no 1º turno, bem como 4 x 0 contra o Dorense novamente no 2º turno, no mesmo ano em que finalizara a sua primeira participação da década de 1990 na Série B como 8º colocado dentre 24 equipes, vencendo, por exemplo, o CRB por 2 x 1, tanto em casa quanto fora, a Tuna Luso (bicampeã nacional) por 1 x 0, tanto em Sergipe quanto no Pará e o Americano-RJ (um dos maiores participantes à época, permanecendo nesta divisão até 1998), ao aplicar, no Estádio Lourival Baptista, 3 x 0 e 1 x 0 em 2 dos confrontos realizados entre as duas equipes naquele Brasileiro. 

Para o Uniforme de 1994, a Spert se inspirou no uniforme da Seleção Brasileira, e trouxe no uniforme titular os escudos do Sergipe em marca d'agua. Para o uniforme reserva, a marca dágua possuía elementos que lembravam bandeiras e pequenos escudos do Sergipe. 

Texto: Perfil @tradiçãorubra no Instagram


terça-feira, 22 de setembro de 2020

Temporada 1995

Até a temporada de 1995, o Itabaiana detinha o maior recorde de títulos seguidos. O Tremendão havia conquistado um pentacampeonato de 1978 a 1982, sendo que em três o Sergipe foi vice e no último o clube rubro dividiu o título com o tricolor. Ou seja, a rivalidade com o time serrano naquela época era tão grande quanto com o Confiança. 

Percebendo a força do elenco com maioria formada no João Hora, após conquistar o tetra, o Mais Querido não mediu esforços para se igualar ao Itabaiana em número de taças estaduais seguidas. Havia ainda um desejo maior, em especial de Ari Resende, em poder colocar em vários locais do estádio a frase que viu nos Aflitos, sede do Náutico: Hexa é luxo! Mas essa já é outra história. 

Após o tetra, vários dos bons jogadores, a exemplo de Rocha, Leniton e Elenilson, saíram do elenco e eles tiveram que remontar a equipe utilizando mais uma vez principalmente os atletas da base, como Chicão. Os que ficaram como Marcos, Gildásio e Osvaldo nos deram totais condições de atuar no elenco sem problemas. Eles transmitiram a experiência que os mais jovens precisavam para fazer um grande campeonato, inclusive o clube trouxe o Marcelo Sergipano, outro bom jogador e que ajudou muito na campanha. O plantel era muito bom, o que rendeu tembém uma boa campanha no Brasileiro da Série B, que só não culminou com o acesso, visto que muitos atletas foram dispensados durante a competição.

Apesar de uma sequência inédita de titulos e uma boa campanha na Série B, a campanha do penta estadual não foi nada fácil, visto que o maior rival vinha com um elenco muito forte e ainda tinha o Itabaiana para “botar água no chope” do alvirrubro. O dirigente Ari Resende relembra momentos cruciais do torneio. O dirigente Ari Resende relembra momentos cruciais do torneio.  

- A campanha do pentacampeonato do Sergipe, em minha opinião, foi muito mais valorizado do que o hexa, foi muito mais difícil. Tínhamos três jogos seguidos com o Confiança, mas enquanto o Confiança estava 40 dias de folga só nos aguardando, nós estávamos jogando direto pelo Campeonato Brasileiro com equipes de São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba. Só que quando nós voltamos para Aracaju, tanto os rivais quanto a imprensa, achavam que o Sergipe não tinha mais ninguém, porque vínhamos jogando direto, quarta e domingo, então íamos chegar sem elenco forte pra brigar pelo título. Só que entre uma partida e outra nós contratamos dez jogadores fora os que já estavam como Limoeiro, Vavá, Gito, Marquinhos e Cássio. Trouxemos, regularizamos todos e ninguém sabia. Quando nós fomos fazer as partidas com o Confiança estávamos com um elenco totalmente forte e focado no título – explicou Ari Resende. 

O Confiança ganhou o quadrangular. Como prêmio, o time azulino já entrou na fase final com pontos a mais. mas o Sergipe conseguiu reverter a situação.

- Devido à algumas ausências, acabamos perdendo alguns jogos, até porque não tínhamos fôlego para suportar as duas competições ao mesmo tempo. Encerrado o Brasileiro, ficamos somente com o estadual e, inclusive, já tínhamos perdido alguns jogos para o Confiança, mas na reta final conseguimos vencê-los e graças a Deus conquistamos o título, o tão almejado pentacampeonato. Pra mim, muito marcante, pois foi meu primeiro título como titular no Sergipe e pelos prêmios que eu conquistei ao final do estadual – relembrou o ex-volante Chicão.  

E assim o Sergipe chegou ao tão sonhado e sofrido quinto título seguido, igualando a marca do Itabaiana, entre 78 e 82. Mais uma conquista que ficou marcada para torcedores, dirigentes e jogadores alvirrubros.

 Os uniformes usados em 1995, mais uma vez foram produzidos pela Spert. No início da temporada, o uniforme usado possuía um layout semelhante ao da temporada anterior, mas sem o patrocício do Banese. Durante o andamento do Estadual, a Spert apresentou o novo uniforme, trazia um desenho inspirado na camisa usada pelo Internacional (RS) usado no ano anterior e produzido pela Umbro, e já com o patrocício da Coca-cola. O conjunto titular era predominantemente vermelho, com detalhes brancos nas mangas (com o nome "SERGIPE"), calções brancos e meiões vermelhos. O conjunto reserva possuia o mesmo design do titular, com o branco predominante e detalhes vermelhos nas mangas, calções vermelhos e meiões brancos.

OBS: O texto acima foi extraído de uma matéria do jornalista Osmar Rios, publicado no site do Globo Esporte Sergipe, que fazia alusão aos 20 anos do Hexacampeonato do Sergipe. Para ler a matéria, clique aqui.





domingo, 20 de setembro de 2020

Temporada 1996

 A Temporada 1996 ficou marcada na história do Club Sportivo Sergipe. Apesar de não ter sido um ano fácil para o Sergipe, o Hexa marcou uma geração de jogadores e dirigentes que passaram pelo João Hora. A formula do Campeonato Sergipano mais uma vez era mirabolante, com fases, turnos, quadrangulares e pontos de bonificação para a fase final.  O início da campanha do Hexa não foi das melhores, visto que no 1º Turno da 1ª Fase a equipe rubra ficou em 2º lugar e não se classificou para a Final do 1º Turno, que foi decidido entre  Olimpico (Itabaianinha) e Itabaiana, sendo que o Itabaiana saiu vitorioso no confronto e levou 3 pontos para a Fase Final. Depois do 1º Turno conquistado pelo Itabaiana, foi disputado um 2º Turno com os 2 melhores colocados de cada grupo do Turno anterior, com jogos no formato mata-mata. O Sergipe enfrentou na semifinal o Olímpico (Itabaianinha) em dois confrontos, onde venceu o jogo de ida por 1 x 0 e empatou o jogo de volta em 0 x 0, classificando-se para a Final do 2º Turno, onde enfrentou o Confiança. Na Final do 2º Turno da 1ª Fase, o jogo terminou empatado e na decisão por penaltis, a equipe rubra derrotou o rival por 9 x 8 e acumulou 1 ponto para a Fase Final. Daí por diante, a equipe se encaixou e no 1º Turno da 2ª Fase, o Sergipe terminou em 1º do grupo  e ganhou essa fase com uma vitória na Final por 3 x 2 sobre o Vasco, 1º colocado do outro grupo, e acumulou mais 3 pontos para a Fase Final. Na Disputa do 2º Turno da 1ª Fase, novamente com jogos em formato mata-mata, o Sergipe jogou contra o Olimpico (Itabi) na Semifinal e empatou o jogo de ida por 3 x 3 e se classificou no jogo de volta, com uma vitória por 3 a 0, sobre o Jegue do Sertão (como era conhecido o Olímpico). Na Final do 2º Turno da 1ª Fase, mais uma vez o adversário foi o Vasco, e depois de um empate sem gols, o Sergipe sagrou-se campeão nos penaltis, por 6 x 5, e acumulou mais 1 pontos e totalizando 5 pontos de bonificação para a Fase Final. Na Fase Final a coisa não foi fácil e se o Sergipe não tivesse acumulado 5 pontos, talvez o Hexa não viesse. Logo nas duas rodadas iniciais, perdeu para Olimpico (Itabaianinha) e Vasco. Os jogos seguintes mexeram com as emoções dos torcedores, pois o Sergipe venceu o Itabaiana, empatou com o Olímpico (Itabi) e novamente venceu o Itabaiana no Batistão. O último e decisivo jogo foi contra o Vasco, que contava com a revelação do campeonato, o meia Geraldo (que mais tarde se destacou pelo Confiança  e por outros clubes do Brasil). O jogo foi duro e o empate no final deu o Hexacampeonato histórico ao Sergipe. Apesar do título histórico, a Temporada também ficou marcada negativamente pela goleada de 8 x 0 que a equipe rubra sofreu do Palmeiras, a máquina comandada por Djalminha, no jogo de ida pela Copa do Brasil. Na Série B do Brasileirão, o Sergipe não fez boa campanha, visto que nos 8 jogos  que fez pelo grupo C da competição, conseguiu apenas uma vitória sobre o Americano(RJ) e acumulou 2 empates e 5 derrotas, campanha que rebaixou o Sergipe para a Série C de 1997. O uniforme usado em 1996, marcou a despedida da Spert, que vestiu o clube desde a temporada 1993 e era semelhante ao uniforme usado no ano anterior. O conjunto titular era predominantemente vermelho, com detalhes brancos nas mangas, calções brancos e meiões vermelhos. O conjunto reserva possuia o mesmo design do titular, com o branco predominante e detalhes vermelhos nas mangas, calções vermelhos e meiões brancos.

 
OBS. Esse template foi desenvolvido em parceria com o amigo Evaldo Júnior, do blog/site ErojKit.

sábado, 25 de julho de 2020

Temporada 1997

A Temporada 1997 seria a consagração para o Sergipe, que já tinha conquistado o inédito Hexacampeonato (recorde de títulos consecutivos em toda a história do Campeonato Sergipano) e tentaria o Hepta. Mas a equipe já não tinha a mesma base dos anos anteriores, e o elenco não era tão forte como nos anos anteriores. Das campanhas anteriores, só restaram o veterano goleiro Dilson, os zagueiros Rogério e Marcos, o volante Chicão e o meia Edílson e houve também o retorno de velhos conhecidos da torcida colorada, como o meia Gena (revelado pelo Sergipe na década de 80 e com passagens por Sport Recife, Náutico e Penafiel (POR)) e o zagueiro Missinho (com passagens por Vasco (RJ), Vitória (BA) e Guarani (SP)). No Campeonato Sergipano, o retrospecto foi muito diferente do que a torcida esperava, e o que foi visto foi o rival Confiança deitando e rolando durante todo campeonato e dando pinta de que seria o Campeão, depois de 6 anos de jejum. O Sergipe só conseguiu a classificação no apagar das luzes, no Quadrangular da Segunda Fase, e levou 1 ponto extra para o Triangular Final. Nessa altura do Campeonato, o Confiança já tinha acumulado 5 pontos extras e o Itabaiana 1 ponto extra. É digno de nota que o formato dos campeonatos sergipanos na década de 1990 eram surreais e permitiam que equipes com baixo retrospecto conseguissem sair vitoriosas, por isso, apesar da ótima campanha do Confiança em 1997, onde ganhou as 2 Fases (perdendo apenas o Segundo Turno da Segunda Fase para o Itabaiana e o Quadrangular da Segunda Fase para o Sergipe), o arquirrival conseguiu perder o campeonato no Triangular Final, depois de uma arrancada impressionante do Itabaiana, que apesar de ter conseguido apenas 1 ponto extra, ganhou as 4 partidas e superou a vantagem do Confiança, que mais uma vez morreu na praia, e o Sergipe ficou com o terceiro lugar, sem conseguir vencer uma partida sequer. Na Série B do  Campeonato Brasileiro, a situação continuou complicada. O Sergipe caiu no Grupo C (o mais forte da Competição), junto com CRB, Vila Nova (GO), América Mineiro e Náutico, e encerrou a sua participação na lanterna do grupo, com apenas 1 vitória, goleada por 4 x 0 frente ao América Mineiro (que foi o Campeão da Competição) e acabou rebaixado para a Serie C em 1998. Outra competição que o Sergipe jogou em 1997 foi a Copa do Brasil, mas não passou do jogo de ida, pois perdeu de 5 x 3 para o Vasco e acabou eliminado sem a partida de volta. Em relação ao uniforme, depois de 4 anos usando a marca Spert, o Sergipe mudou para Finta, marca nacional que fornecia material para grandes times como Botafogo, Cruzeiro e Juventude. O uniforme titular era predominantemente vermelho, com gola "pólo" branca e faixas brancas que desciam do ombro até a altura do peito, calções brancos e meiões vermelhos. O conjunto reserva possuía o mesmo desenho do titular, mas em branco, gola branca e com as faixas em vermelho, calções vermelhos e meiões brancos.


sexta-feira, 12 de junho de 2020

Temporada 1998

A Temporada 1998 foi mais uma que decepcionou o torcedor colorado. Depois de ver em 1997, o sonho do inédito Heptacampeonato ruir, viu os rivais Confiança e Itabaiana fazerem a Final, e sagrando o Itabaiana como Campeão. Em 1998, não foi diferente, e mais uma vez uma equipe do interior levou a taça, dessa vez foi o Lagartense que ganhou do extinto Vasco na final. Nessa temporada, como no ano anterior, teve a Finta como fornecedora e o uniforme foi o mesmo usado em 1997, com a mudança do patrocinio para Unimed. O conjunto titular era predominantemente vermelho, com gola "pólo" branca e faixas brancas que desciam do ombro até a altura do peito, calções brancos e meiões vermelhos. O conjunto reserva possuia o mesmo desenho do titular, mas em branco, gola branca e com as faixas em vermelho, calções vermelhos e meiões brancos.


domingo, 17 de maio de 2020

Temporada 1999

Nossa regressão histórica entra no ano de 1999, ano em que o Sergipe conquistou mais um título estadual. Após a histórica sequência do Hexa, o Sergipe atravessou uma brusca queda de rendimento dentro de campo. A torcida, acostumada a grandes decisões, viu seu time ausente das finais de 1997 e 1998, assim como presenciou o rebaixamento para a Série C do Brasileiro. Para piorar a situação, a queda de parte da marquise do Batistão gerou um duro golpe ao esporte sergipano, principalmente para a massa colorada. Diante de um quadro bastante desfavorável para a torcida e para o clube, eis que surge a mística do João Hora. Há anos o gramado do Mundão do Siqueira fora palco de jogadas de verdadeiros craques que vestiram o manto rubro. No entanto, tais lances se restringiam aos treinos que as equipes profissionais e da base realizavam no JH. Com a interdição do Batistão, a diretoria colorada buscou uma alternativa para as partidas da temporada de 1999, sendo o primeiro teste um amistoso de diante do Curitiba genérico no Estádio João Hora. Para a surpresa de muitos, um bom público compareceu no dia 6 de janeiro para uma partida pouco convidativa diante do campeão da 2º Divisão do Estadual. A magra vitória colorada por 1 a 0 em um amistoso despretensioso de pré-temporada foi o casamento entre torcida, estádio e time que se mostraria fundamental para um grande ano. A temporada rubra começou a todo o vapor. Logo de início, o Sergipe recebeu seu maior rival na abertura do Sergipano, empatando em seus domínios pelo placar de 1 a 1. Obteve sua primeira vitória fora de casa ao vencer o Propriá por 2 a 0 e perdeu sua primeira partida justamente dentro de casa para o Lagartense, desanimando aqueles torcedores esperançosos da pré-temporada. O torcedor colorado é impaciente. No entanto, todos nós sabemos que os vitoriosos esquadrões rubros exigem um tempo para engrenar. E foi assim que no dia 17 de março, aniversário da cidade, que a massa colorada lotou o João Hora para presenciar o primeiro triunfo do Sergipe dentro de casa, justamente sobre o poderoso Vitória pela Copa do Nordeste. A partir deste triunfo, a equipe do Sergipe passou a apresentar um futebol vistoso com ótimos aproveitamentos. Sob a batuta do técnico Luis Carlos Cruz, uma equipe ofensiva e de futebol coletivo dominou todas as fases seguintes do Estadual. Com destaque para o faro de gol do artilheiro Hugo Henrique, as jogadas e as assistências do talentoso meia Mazinho Brasília, a jovem revelação do campeonato Nilson e as defesas de Fábio Maia. A boa fase também se estendeu ao Nordestão, no qual o Mais Querido conquistou a primeira colocação do grupo e a classificação para as quartas-de-finais, sendo eliminado posteriormente pelo Sport Recife. A cereja do bolo veio no dia 4 de agosto, quando na última rodada do quadrangular final, Sergipe e Confiança se entraram no gramado do Sabino Ribeiro para o desfecho do campeonato. Os rivais não possuíam chances de título, mas encaravam a partida como uma grande decisão, já que a derrota para os rubros significaria uma festa imodesta dentro de sua própria casa. Já o Sergipe, dono da melhor campanha da competição, poderia ser sagrar campeão até mesmo com uma derrota, contando assim com um tropeço do Lagartense. Os azulinos mostraram que realmente queriam pôr água no chopp colorado ao abrir o placar com Eriverto. Mas, o Sergipe reagiu no final do 1° tempo após cobrança de penalti de Hugo Henrique. Já na etapa complementar, um passeio colorado. O Gipão virou a partida com Sidney e ampliou o marcador com Ailton. Coube ao Mazinho Sergipano sacramentar a goleada, para o delírio da Massa Colorada que invadiu a casa do rival e pôde comemorar a volta olímpica do Mais Querido com sua 30° taça de Campeão Sergipano. Com o fim do campeonato conquistado de forma soberba, o Vermelhinho voltou as suas atenções para o Brasileiro da Série C, realizando uma boa campanha, apesar da polêmica eliminação. O Uniforme de 1999 foi o igual ao da temporada 2000, sem o logotipo da FSF no peito e com o logotipo do BANESE às costas.

Texto base de Davi Tenório. Revista Almanaque do Gipão. Edição n° 1. Novembro de 2019


segunda-feira, 4 de maio de 2020

Temporada 2000

Hoje é a vez de uma temporada memorável para a torcida colorada. Na temporada 2000, o Sergipe tentava repetir o bom momento que viveu no ano anterior, quando conquistou o título sergipano, mas sofreu algumas perdas, como a do cérebro da equipe, o meia Mazinho Brasília que foi para o América-RN. Outra perda, foi a do artilheiro Hugo Henrique, que partiu para o Rio Ave de Portugal. Apesar das perdas, a equipe colorada conseguiu manter a base e para substituir Hugo Henrique, contratou o também artilheiro Pedro Costa. 
Nas competições disputadas, a equipe conseguiu um bom desempenho. Na Copa do Brasil, a equipe conseguiu passar da 1ª Fase, eliminando o Vila Nova-GO, vencendo a partida em casa por 3 x 2 e consolidando a classificação com um empate por 0 x 0 na partida de volta. Na 2ª fase, a equipe colorada pegou o Caxias-RS, mas apesar de ter vencido a partida de volta por 2 x 1, acabou sendo eliminada, pois na partida de ida tinha perdido por 1 x 0 e o gol marcado pelo Caxias, era critério de desempate. No Campeonato Sergipano, não foi diferente do que aconteceu no ano anterior. A equipe conquistou o primeiro turno e faria a final do segundo turno contra o Confiança. A partida final do segundo turno do Campeonato Sergipano de 2000, entre Sergipe e Confiança, foi marcada para a cidade de Itabaiana. No entanto, a Polícia Militar avaliou que não havia condições de segurança para a realização desta partida. A diretoria do Confiança não concordou, e achou que tinha que jogar em seu campo. Como o local estabelecido foi confirmado pela Federação Sergipana de Futebol, os dirigentes do Confiança se recusaram a mandar o time para campo para decidir o título e recorreram à Justiça. O caso foi parar no Tribunal de Justiça Desportiva da Federação Sergipana. O caso foi julgado em primeira instância e o Sergipe foi declarado vencedor do segundo turno de 2000, tornando-se assim o campeão estadual daquele ano. O Confiança recorreu. da decisão e até hoje, o título do ano 2000 não tem campeão definido. 
Mas memorável mesmo, foi a campanha do Sergipe na Copa do Nordeste. O Sergipe caiu no Grupo D, que tinha também o América-RN, Bahia e Juazeiro. Na primeira fase, a equipe desbancou o Tricolor de Aço e se classificou em 2º do grupo. Nas quartas de final, o adversário foi o ABC-RN e logo na partida de ida, jogada no João Hora, a equipe rubra goleou por 4 x 2  o que deu tranquilidade para, na partida de volta, assegurar a classificação com um empate por 1 x 1. Na Semifinal, contra o Vitória, apesar de ter jogado bem no jogo de ida, a equipe não conseguiu segurar o ímpeto da equipe da casa e perdeu pelo placar de 2 x 0. No jogo de volta, no João Hora, a equipe rubra abriu o marcador com o artilheiro Pedro Costa (que terminou a competição como artilheiro absoluto, com 24 gols) e foi pra cima do Vitória, para pelo menos levar a disputa para os pênaltis. Mas em tarde inspirada, o goleiro Jean (que substituiu Fabio Costa, que foi expulso no jogo de ida) fechou o gol e garantiu a classificação do Rubro-Negro Baiano para a grande Final, contra o Sport, que acabou sendo o Campeão. Com isso, o Sergipe ficou com o 3º Lugar da Copa do Norteste de 2000, a melhor campanha de um clube sergipano desde o retorno  da competição regional. 
O uniforme usado em 2000, era o mesmo usado no ano anterior, com pequenas modificações. O conjunto titular era composto pela camisa vermelha, com um friso branco que se estendia da gola pólo até a barra da manga e os logotipo da Onza (marca que produzia o uniforme) na cor branca, dispostos em sequência pelos ombros da camisa (o detalhe que diferenciava da versão de 1999, era o logo da FSF na altura do peito, que simbolizava o título sergipano conquistado no ano anterior e também a ausência do logotipo do Banese nas costas da camisa), calções brancos com detalhes vermelhos nas laterais (com frisos vermelhos e logotipos da Onza, na cor branca) e meiões vermelhos. O conjunto reserva era o inverso do titular, com a camisa branca e detalhes vermelhos, cações vermelhos com detalhes brancos e meiões brancos.


sexta-feira, 1 de maio de 2020

Temporada 2001

No feriado de 1º de maio, tem mais camisas históricas do Sergipe, dessa vez as camisas da temporada 2001. A temporada 2001 foi mais uma temporada difícil para a torcida colorada, depois da indefinição do título de 2000 (que até hoje não tem campeão definido), o Sergipe remontou a equipe mantendo uma base que tinha seus pilares no experiente zagueiro Rogério e no atacante Pedro Costa, mas não fez boas campanhas em nenhuma das competições disputadas. Na Copa do Brasil, foi eliminado na 1º Fase pelo Botafogo-RJ, perdendo a primeira partida em casa por 3 x 2 e a segunda por 2 x 1. Na Copa do Nordeste, a equipe rubra ficou na 12ª colocação geral, com 4 empates, 4 vitórias e 7 derrotas, ressaltando que a competição foi disputada em turno único. Já no Campeonato Sergipano, O Sergipe começou bem a competição e venceu a 1ª Fase (Taça Cidade de Aracaju), garantindo a vaga na Final. Se a equipe conquistasse a 2ª Fase (Taça Estado de Sergipe), seria Campeão sem necessidade de disputar a Final, mas as derrotas para o Confiança na última 1º Turno e para o São Cristóvão na 1ª rodada do 2º Turno, comprometeram a campanha e o Sergipe viu o arquirrival se credenciando para a Final.  Na Final, o primeiro jogo acabou empatado por 2 x 2 e no segundo jogo, outro empate por 0 x 0. O Regulamento previa que, em caso de empate nas 2 partidas, seria disputada a 3ª partida, sendo que a equipe Campeã da 2ª Fase (Taça Estado de Sergipe) jogava pelo empate e foi justamente isso que aconteceu, sendo que o jogo acabou empatado em 1 x 1 e o Confiança ficou com a Taça de Campeão Sergipano de 2001. A ultima competição do ano foi a Série B e mais uma vez a equipe decepcionou. Na competição, ficou no Grupo A e entre 14 equipes das regiões Norte-Norteste, ficou na 11ª colocação e foi para a disputa de um Playoff de rebaixamento. No palyoff, contra o Criciúma, acabou perdendo fora de casa por 3 x 1 e na volta o empate por 0 x 0, sacramentou o rebaixamento para a Série C em 2002. O uniforme para 2001 é um daqueles clássicos (eu inclusive tenho uma camisa desse ano), com modelo simples, mas marcantes. O template usado pela Onza era muito semelhante ao usado pelo Cruzeiro e produzido pela Topper naquele ano. O conjunto titular era composto pela camisa vermelha com uma gola polo (com acabamento semelhante ao V), com um friso branco que saia da gola e terminava na barra da manga, com calções bancos detalhados em vermelho das laterais (detalhe tinha os logos das patinhas da onza) e meiões vermelhos. O conjunto reserva era o inverso do titular, com camisa branca e detalhem em vermelho, calções vermelhos com detales em branco e meiões brancos.


domingo, 26 de abril de 2020

Temporada 2002

Em 2002, o Sergipe iniciava a temporada juntando os cacos do rebaixamento para a Série C do Campeonato Brasileiro no ano anterior. Elenílson Santos, ex-jogador e técnico na campanha do rebaixamento, acabou sendo demitido e o treinador José Angelo foi contratado para seu lugar. Jogadores como o goleiro Aloísio, os meias Jefferson, Télio, Junior Maranhão e o atacante Ailton permaneceram na equipe. A temporada não trás boas lembranças para o torcedor colorado, visto que nas quatro competições  disputadas, a equipe rubra não conseguiu boas campanhas. Na Copa do Brasil, o time empolgou, quando empatou com o Vasco no Batistão por 1 x 1 (gol do saudoso meia Nilson Sergipano, que infelizmente faleceu no dia 14/04), e vendeu caro a classificação em São Januário, quando perdeu por 2 x 1 de virada. Na Copa do Nordeste, fez uma péssima campanha ficando à frente apenas do arquirrival Confiança, que foi o lanterna da competição. No Campeonato Sergipano, decepcionou a torcida rubra e amargou a 6ª colocação e viu o arquirrival levantar o troféu.
Para fechar a temporada, na Série C o Sergipe caiu no grupo 6 junto com o Confiança, CSA e Corinthians-AL e acabou a competição na lanterna do grupo e na 53ª colocação geral. Os uniformes foram mais uma vez produzidos pela Onza, e traziam um desenho simples, mas charmoso com o conjunto titular com a camisa vermelha, com a gola em "V" com detalhes em branco e o nome "SERGIPE" gravado, calções brancos com detalhes vermelhos nas laterais e meiões vermelhos. Já o conjunto reserva era o inverso do titular, com a camisa branca e detalhes em vermelho, calções vermelhos com detalhes brancos e meiões brancos.


quinta-feira, 16 de abril de 2020

Temporadas 2003/2004

Hoje trago o uniforme usado nas temporadas 2003 e 2004. A temporada 2003 ficou marcada com a conquista do título sergipano, depois de 3 anos de jejum (visto que o campeonato de 2000, até hoje não houve decisão de quem foi o campeão). A fórmula do campeonato sergipano, mais uma vez era complicada de se entender. Para chegar ao título, o Sergipe (campeão do 2º turno da 1ª Fase)  jogou contra o Confiança (campeão do 1º turno da 1ª Fase) e venceu a final da 1ª fase pelo placar de 2 x 0 e garantiu a vaga na final, que seria jogada contra o campeão do Hexagonal Final, que envolvia os 6 melhores times da 1ª Fase. Mas não foi preciso jogar a Final, visto que o Mais Querido, foi o campeão do Hexagonal e conquistou o 31º Titulo Sergipano sem a necessidade de fazer o jogo final. Com o título o Sergipe se credenciou a disputar a Copa do Brasil e o Brasileiro da Série C em 2004, além da disputa do Campeonato Sergipano. 
Mas infelizmente 2004, que seria o primeiro ano do longo jejum e de tempos difíceis no João Hora, não começou muito bem e o Sergipe foi prematuramente eliminado da Copa do Brasil, com uma goleada do Americano-RJ por 4 x 1, em pleno Batistão. No Campeonato Sergipano, a equipe rubra não conseguiu vencer nenhum dos 2 turnos e foi para o Hexagonal com o objetivo de tentar tirar a vantagem do Confiança, que foi com pontos de bonificação, mas viu o arquirrival fazer o que o que o Sergipe fez no ano anterior, conquistar o Hexagonal e ser campeão sem a necessidade de jogar a Final. Na Série C do Brasileiro, a equipe rubra caiu no Grupo 9, junto com Confiança, Atletico-BA e Catuense. Conseguiu a classificação como 2º do grupo e jogou a 2ª Fase contra o Villa Nova-MG,  sendo que na partida de ida venceu por 2 x 1 e acabou eliminado na partida de volta, visto que perdeu pelo placar de 2 x 0. O uniforme usado em 2003 tinha o conjunto titular, com a camisa predominantemente vermelha, com detalhes brancos que desciam dos ombros até a barra da camisa, calções brancos e meiões vermelhos. O conjunto reserva era o inverso do titular, com a camisa predominantemente branco e detalhes vermelhos, calções vermelhos e meiões brancos.

OBS. Até a data dessa postagem, não consegui registros do uniforme usado no ano de 2004, fato que me faz acreditar que o uniforme de 2003 também foi usado em 2004. Se alguém tiver as imagens do uniforme de 2004, podem entrar em contato pelo nosso parfil no Instagram, @manto_colorado.


Temporada 1989

Antônio Soares da Mota, o Motinha, era um dirigente de personalidade forte. Comandou o clube por mais de 30 anos, foi amado e odiado na mes...