domingo, 17 de maio de 2020

Temporada 1999

Nossa regressão histórica entra no ano de 1999, ano em que o Sergipe conquistou mais um título estadual. Após a histórica sequência do Hexa, o Sergipe atravessou uma brusca queda de rendimento dentro de campo. A torcida, acostumada a grandes decisões, viu seu time ausente das finais de 1997 e 1998, assim como presenciou o rebaixamento para a Série C do Brasileiro. Para piorar a situação, a queda de parte da marquise do Batistão gerou um duro golpe ao esporte sergipano, principalmente para a massa colorada. Diante de um quadro bastante desfavorável para a torcida e para o clube, eis que surge a mística do João Hora. Há anos o gramado do Mundão do Siqueira fora palco de jogadas de verdadeiros craques que vestiram o manto rubro. No entanto, tais lances se restringiam aos treinos que as equipes profissionais e da base realizavam no JH. Com a interdição do Batistão, a diretoria colorada buscou uma alternativa para as partidas da temporada de 1999, sendo o primeiro teste um amistoso de diante do Curitiba genérico no Estádio João Hora. Para a surpresa de muitos, um bom público compareceu no dia 6 de janeiro para uma partida pouco convidativa diante do campeão da 2º Divisão do Estadual. A magra vitória colorada por 1 a 0 em um amistoso despretensioso de pré-temporada foi o casamento entre torcida, estádio e time que se mostraria fundamental para um grande ano. A temporada rubra começou a todo o vapor. Logo de início, o Sergipe recebeu seu maior rival na abertura do Sergipano, empatando em seus domínios pelo placar de 1 a 1. Obteve sua primeira vitória fora de casa ao vencer o Propriá por 2 a 0 e perdeu sua primeira partida justamente dentro de casa para o Lagartense, desanimando aqueles torcedores esperançosos da pré-temporada. O torcedor colorado é impaciente. No entanto, todos nós sabemos que os vitoriosos esquadrões rubros exigem um tempo para engrenar. E foi assim que no dia 17 de março, aniversário da cidade, que a massa colorada lotou o João Hora para presenciar o primeiro triunfo do Sergipe dentro de casa, justamente sobre o poderoso Vitória pela Copa do Nordeste. A partir deste triunfo, a equipe do Sergipe passou a apresentar um futebol vistoso com ótimos aproveitamentos. Sob a batuta do técnico Luis Carlos Cruz, uma equipe ofensiva e de futebol coletivo dominou todas as fases seguintes do Estadual. Com destaque para o faro de gol do artilheiro Hugo Henrique, as jogadas e as assistências do talentoso meia Mazinho Brasília, a jovem revelação do campeonato Nilson e as defesas de Fábio Maia. A boa fase também se estendeu ao Nordestão, no qual o Mais Querido conquistou a primeira colocação do grupo e a classificação para as quartas-de-finais, sendo eliminado posteriormente pelo Sport Recife. A cereja do bolo veio no dia 4 de agosto, quando na última rodada do quadrangular final, Sergipe e Confiança se entraram no gramado do Sabino Ribeiro para o desfecho do campeonato. Os rivais não possuíam chances de título, mas encaravam a partida como uma grande decisão, já que a derrota para os rubros significaria uma festa imodesta dentro de sua própria casa. Já o Sergipe, dono da melhor campanha da competição, poderia ser sagrar campeão até mesmo com uma derrota, contando assim com um tropeço do Lagartense. Os azulinos mostraram que realmente queriam pôr água no chopp colorado ao abrir o placar com Eriverto. Mas, o Sergipe reagiu no final do 1° tempo após cobrança de penalti de Hugo Henrique. Já na etapa complementar, um passeio colorado. O Gipão virou a partida com Sidney e ampliou o marcador com Ailton. Coube ao Mazinho Sergipano sacramentar a goleada, para o delírio da Massa Colorada que invadiu a casa do rival e pôde comemorar a volta olímpica do Mais Querido com sua 30° taça de Campeão Sergipano. Com o fim do campeonato conquistado de forma soberba, o Vermelhinho voltou as suas atenções para o Brasileiro da Série C, realizando uma boa campanha, apesar da polêmica eliminação. O Uniforme de 1999 foi o igual ao da temporada 2000, sem o logotipo da FSF no peito e com o logotipo do BANESE às costas.

Texto base de Davi Tenório. Revista Almanaque do Gipão. Edição n° 1. Novembro de 2019


segunda-feira, 4 de maio de 2020

Temporada 2000

Hoje é a vez de uma temporada memorável para a torcida colorada. Na temporada 2000, o Sergipe tentava repetir o bom momento que viveu no ano anterior, quando conquistou o título sergipano, mas sofreu algumas perdas, como a do cérebro da equipe, o meia Mazinho Brasília que foi para o América-RN. Outra perda, foi a do artilheiro Hugo Henrique, que partiu para o Rio Ave de Portugal. Apesar das perdas, a equipe colorada conseguiu manter a base e para substituir Hugo Henrique, contratou o também artilheiro Pedro Costa. 
Nas competições disputadas, a equipe conseguiu um bom desempenho. Na Copa do Brasil, a equipe conseguiu passar da 1ª Fase, eliminando o Vila Nova-GO, vencendo a partida em casa por 3 x 2 e consolidando a classificação com um empate por 0 x 0 na partida de volta. Na 2ª fase, a equipe colorada pegou o Caxias-RS, mas apesar de ter vencido a partida de volta por 2 x 1, acabou sendo eliminada, pois na partida de ida tinha perdido por 1 x 0 e o gol marcado pelo Caxias, era critério de desempate. No Campeonato Sergipano, não foi diferente do que aconteceu no ano anterior. A equipe conquistou o primeiro turno e faria a final do segundo turno contra o Confiança. A partida final do segundo turno do Campeonato Sergipano de 2000, entre Sergipe e Confiança, foi marcada para a cidade de Itabaiana. No entanto, a Polícia Militar avaliou que não havia condições de segurança para a realização desta partida. A diretoria do Confiança não concordou, e achou que tinha que jogar em seu campo. Como o local estabelecido foi confirmado pela Federação Sergipana de Futebol, os dirigentes do Confiança se recusaram a mandar o time para campo para decidir o título e recorreram à Justiça. O caso foi parar no Tribunal de Justiça Desportiva da Federação Sergipana. O caso foi julgado em primeira instância e o Sergipe foi declarado vencedor do segundo turno de 2000, tornando-se assim o campeão estadual daquele ano. O Confiança recorreu. da decisão e até hoje, o título do ano 2000 não tem campeão definido. 
Mas memorável mesmo, foi a campanha do Sergipe na Copa do Nordeste. O Sergipe caiu no Grupo D, que tinha também o América-RN, Bahia e Juazeiro. Na primeira fase, a equipe desbancou o Tricolor de Aço e se classificou em 2º do grupo. Nas quartas de final, o adversário foi o ABC-RN e logo na partida de ida, jogada no João Hora, a equipe rubra goleou por 4 x 2  o que deu tranquilidade para, na partida de volta, assegurar a classificação com um empate por 1 x 1. Na Semifinal, contra o Vitória, apesar de ter jogado bem no jogo de ida, a equipe não conseguiu segurar o ímpeto da equipe da casa e perdeu pelo placar de 2 x 0. No jogo de volta, no João Hora, a equipe rubra abriu o marcador com o artilheiro Pedro Costa (que terminou a competição como artilheiro absoluto, com 24 gols) e foi pra cima do Vitória, para pelo menos levar a disputa para os pênaltis. Mas em tarde inspirada, o goleiro Jean (que substituiu Fabio Costa, que foi expulso no jogo de ida) fechou o gol e garantiu a classificação do Rubro-Negro Baiano para a grande Final, contra o Sport, que acabou sendo o Campeão. Com isso, o Sergipe ficou com o 3º Lugar da Copa do Norteste de 2000, a melhor campanha de um clube sergipano desde o retorno  da competição regional. 
O uniforme usado em 2000, era o mesmo usado no ano anterior, com pequenas modificações. O conjunto titular era composto pela camisa vermelha, com um friso branco que se estendia da gola pólo até a barra da manga e os logotipo da Onza (marca que produzia o uniforme) na cor branca, dispostos em sequência pelos ombros da camisa (o detalhe que diferenciava da versão de 1999, era o logo da FSF na altura do peito, que simbolizava o título sergipano conquistado no ano anterior e também a ausência do logotipo do Banese nas costas da camisa), calções brancos com detalhes vermelhos nas laterais (com frisos vermelhos e logotipos da Onza, na cor branca) e meiões vermelhos. O conjunto reserva era o inverso do titular, com a camisa branca e detalhes vermelhos, cações vermelhos com detalhes brancos e meiões brancos.


sexta-feira, 1 de maio de 2020

Temporada 2001

No feriado de 1º de maio, tem mais camisas históricas do Sergipe, dessa vez as camisas da temporada 2001. A temporada 2001 foi mais uma temporada difícil para a torcida colorada, depois da indefinição do título de 2000 (que até hoje não tem campeão definido), o Sergipe remontou a equipe mantendo uma base que tinha seus pilares no experiente zagueiro Rogério e no atacante Pedro Costa, mas não fez boas campanhas em nenhuma das competições disputadas. Na Copa do Brasil, foi eliminado na 1º Fase pelo Botafogo-RJ, perdendo a primeira partida em casa por 3 x 2 e a segunda por 2 x 1. Na Copa do Nordeste, a equipe rubra ficou na 12ª colocação geral, com 4 empates, 4 vitórias e 7 derrotas, ressaltando que a competição foi disputada em turno único. Já no Campeonato Sergipano, O Sergipe começou bem a competição e venceu a 1ª Fase (Taça Cidade de Aracaju), garantindo a vaga na Final. Se a equipe conquistasse a 2ª Fase (Taça Estado de Sergipe), seria Campeão sem necessidade de disputar a Final, mas as derrotas para o Confiança na última 1º Turno e para o São Cristóvão na 1ª rodada do 2º Turno, comprometeram a campanha e o Sergipe viu o arquirrival se credenciando para a Final.  Na Final, o primeiro jogo acabou empatado por 2 x 2 e no segundo jogo, outro empate por 0 x 0. O Regulamento previa que, em caso de empate nas 2 partidas, seria disputada a 3ª partida, sendo que a equipe Campeã da 2ª Fase (Taça Estado de Sergipe) jogava pelo empate e foi justamente isso que aconteceu, sendo que o jogo acabou empatado em 1 x 1 e o Confiança ficou com a Taça de Campeão Sergipano de 2001. A ultima competição do ano foi a Série B e mais uma vez a equipe decepcionou. Na competição, ficou no Grupo A e entre 14 equipes das regiões Norte-Norteste, ficou na 11ª colocação e foi para a disputa de um Playoff de rebaixamento. No palyoff, contra o Criciúma, acabou perdendo fora de casa por 3 x 1 e na volta o empate por 0 x 0, sacramentou o rebaixamento para a Série C em 2002. O uniforme para 2001 é um daqueles clássicos (eu inclusive tenho uma camisa desse ano), com modelo simples, mas marcantes. O template usado pela Onza era muito semelhante ao usado pelo Cruzeiro e produzido pela Topper naquele ano. O conjunto titular era composto pela camisa vermelha com uma gola polo (com acabamento semelhante ao V), com um friso branco que saia da gola e terminava na barra da manga, com calções bancos detalhados em vermelho das laterais (detalhe tinha os logos das patinhas da onza) e meiões vermelhos. O conjunto reserva era o inverso do titular, com camisa branca e detalhem em vermelho, calções vermelhos com detales em branco e meiões brancos.


Temporada 1992

A massa colorada sempre foi acostumada a presenciar futebol de qualidade. Os esquadrões rubros sempre jogaram de forma ofensiva e com bastan...