quarta-feira, 5 de março de 2025

Temporada 2023 - Camisa Retrô e Alternativa

Depois de um período sabático, o Manto Colorado está de volta. Para esse retorno, trago duas camisas alternativas lançadas em 2023. Uma delas é a camisa retrô, inspirada na camisa usada pelo Sergipe em 1974. A camisa não apenas foi lançada para venda, mas também foi usada em jogo, justamente contra o Retrô-PE pela Série D do Campeonato Brasileiro.  A outra é a listrada, que não chegou a ser usada, visto que a equipe tinha sido eliminada na Série D.


segunda-feira, 11 de dezembro de 2023

Temporada 1978

Voltando com mais um uniforme, hoje é a vez da da Temporada de 1978. Essa foi uma temporada frustrante pra o time do Sergipe, que marcou a sequência dos 5 títulos consecutivos do Itabaiana.O Campeonato Sergipano foi um dos maiores estaduais em termos de duração: 12 clubes, 172 jogos divididos em quatro turnos, cada um deles com um quadrangular. Não bastasse isso, o campeão só surgiu após uma "melhor de três", quando o Itabaiana venceu duas e perdeu uma. Jamais, em qualquer outro campeonato do mundo, o campeão e o vice se enfrentaram tanto, ao todo 17 vezes.
Nessa edição, ocorreu o episódio que ficou conhecido como "O Jogo da vergonha", como relata a notícia da época: "Sergipe e Itabaiana fizeram de tudo no Batistão, numa tarde de vergonha. Só não jogaram futebol". É verdade que as redes até balançaram antes do tumulto começar. Dão abriu o placar para o Mais Querido logo aos 9 do primeiro tempo. Misso empatou já aos 19 da etapa final. Aí, aos 30 minutos, a partida descambou para a confusão generalizada, as torcidas invadiram o gramado do Batistão e o árbitro encerrou o jogo. A partida acabou sendo anulada no TJD-SE, quer remarcou um novo confronto, com portões abertos. Na ocasião, o Itabaiana venceu por 3 a 1. A partida aconteceu no dia 22 de abril de 1979.
Em 1978, o Sergipe ainda disputou o Campeonato Brasileiro. Ficou no Grupo D e fez um péssima campanha, terminando na vice-lanterna do grupo, com apenas 1 vitória em 11 jogos disputados.

Os uniformes mantinham um design tradicional da época. O uniforme titular composto por camisa vermelha, com gola e punhos brancos com detalhe interno em vermelho, calção branco e meiões brancos. O uniforme reserva era o inverso do titular, com camisa branca e detalhes em vermelho, calção vermelho e meiões brancos.

Fonte: GE Sergipe


sábado, 1 de julho de 2023

Temporada 1979

 Depois de alguns meses desde a última postagem, voltamos com nossa regressão temporal. Hoje o post é dos uniformes da Temporada 1979. Nesse ano o Sergipe disputou o Campeonato Sergipano e o Campeonato Brasileiro, denominado na época, como Copa Brasil. No Campeonato Sergipano, com uma fórmula muito complicada de se entender, até que iniciou bem, ficando em 1º lugar em seu grupo no 1º Turno, mas daí pra frente não conseguiu mais manter a regularidade. Na fase final do 1º turno, acabou ficando na 3ª colocação e viu o Itabaiana se classificar para a fase final da competição. No 2º turno, onde os confrontos eram com os times do outro grupo, mais uma vez a equipe não conseguiu bons resultados e terminou o turno na 3ª colocação, não conseguindo classificação para a Fase Final. Na sequência da temporada, disputou o Campeonato Brasileiro, abarrotado de clubes (94 ao todo), em um grupo que contava com Londrina, Colorado-PR, Anapolina, Joinville, Juventude, Novo Hamburgo, Goiânia, Confiança e Avaí. Com uma campanha onde obteve 3 vitórias (2x0 sobre Confiança e Avaí e 2x1 sobre o Joinville), 4 empates e 2 derrotas, o Sergipe acabou ficando fora da fase seguinte pelos critérios de desempate, visto que acabou com os mesmos 10 pontos de Anapolina e Joinville e acabou a competição na 60ª colocação.

OBS: O conjunto da adidas provavelmente foi usado no final da temporada 1979 e na temporada 1980. Não foi possível encontrar muitos registros fotográficos desse modelo, principalmente com a variação do escudo usado, que remete ao modelo usado em 1974.



segunda-feira, 6 de março de 2023

Temporada 1980

Voltando com a nossa regressão temporal, hoje trago os uniformes da temporada 1980. O final dos anos 1970 e início dos anos 1980, não foram muito bons para o Sergipe. Durante esse período, o Itabaiana dominou o futebol estadual, conseguindo um histórico pentacampeonato consecutivo (feito superado pelo Sergipe, na década de 1990, com o Hexacampeonato). Em 1980, apesar de ter feito a melhor campanha geral na fase classificatória, na fase final do Campeonato perdeu partidas decisivas contra Vasco e Confiança e terminou a fase final na 3ª colocação, e com o Vice-campeonato Estadual. Com o vice-campeonato, o Sergipe classificou-se para a Taça de Prata (como era chamada a Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro), caindo no Grupo B, que tinha Americano-RJ, Bomsucesso-RJ, CSA-AL, ASA-AL, Botafogo-BA, Itabuna-BA e Confiança. Na Taça de Prata, o retrospecto não foi dos melhores e a equipe rubra terminou na vice-lanterna do Grupo.  A nota positiva da temporada foi o surgimento do grande craque Henágio, que estreou na equipe profissional. 

Sobre os uniformes usados na temporada 1980, o conjunto titular era composto de camisa vermelha com gola "V" branca e punhos brancos, calção branco e meiões vermelhos (fabricado pela Adidas). O conjunto reserva era composto por camisa branca com gola e punhos em vermelho e branco (com modelagem característico dos anos 1970), calção branco e meiões vermelhos.

OBS. A composição do conjunto reserva pode ter sido diferente em alguns jogos, porém nas pesquisas não foram encontradas outras imagens que pudessem ajudar com os desenhos.


terça-feira, 24 de janeiro de 2023

Temporada 2023

A primeira postagem de 2023 é a do novo uniforme do Sergipe para a Temporada 2023. A concepção do design não foi abordada pelo marketing do clube, mas parece fazer referência aos trabalhos artesanais em renda irlandesa, tradição do município de Divina Pastora. Essa referência aparece nos detalhes dos ombros da camisa, tanto na camisa titular quanto na reserva. O conjunto titular é composto com a camisa predominantemente vermelha, com punhos brancos com desenhos em formato de triângulos vermelhos, detalhes que remetem à renda irlandesa nos ombros e gola branca em "V"; calção branco e meiões vermelhos. O conjunto reserva é composto com a camisa predominantemente branca, com punhos vermelhos com desenhos em formato de triângulos brancos, detalhes que remetem à renda irlandesa nos ombros e gola vemelha em "V"; calção vermelho e meiões brancos. A curiosidade é que esse ano, a marca Gipão não está estampada na camisa, dando lugar a marca LWGA Company (que produzia nas 4 últimas temporadas os uniformes da Gipão).

sexta-feira, 11 de novembro de 2022

Temporada 1981

O ano de 1981 não começou muito bem para o Sergipe. Alguns rumores davam conta que o mais Querido não disputaria a Taça de Bronze (Serie C do Brasileiro) e Estadual daquele ano. Alguns notáveis torcedores, entre eles o saudoso Reinado Moura, se somaram para arrecadar fundos para que o Sergipe pudesse montar o plantel para a Taça de Bronze. A iniciativa ganho força, e alguns políticos da época também deram sua parcela de contribuição, como o então Governador Augusto Franco e o Prefeito de Aracaju, Heráclito Rollemberg. Uma feijoada foi organizada no Sergipe Country Club, porém a campanha foi apenas um pontapé inicial para que condições fossem criadas para a participação do Sergipe no Estadual, pois no decorrer das primeiras semanas de Fevereiro a diretoria conseguiu fechar uma parceria com o Banese, até o final da temporada. A partir daí, começou a montagem do elenco com a chegada do centroavante Dão e do meio-campo Zeca, (ambos ex-Santa Cruz-PE). Do Estanciano foram contratados o goleiro Albertino e o zagueiro Humbertino. Outro reforço de peso que pintou no "Mundão do Siqueira" naquela temporada, foi o atacante Nininho, formado na base do arquirrival. Apesar de toda a mobilização para a montagem de um elenco competitivo, o time rubro não conseguiu fazer uma boa temporada, sendo eliminado na primeira fase da Taça de Bronze, pelo Guarani de Divinópolis (MG) e ficando em 3º lugar no Campeonato Sergipano. Em relação aos uniformes, o Sergipe iniciou a temporada usando os clássicos uniformes da Adidas, com o conjunto titular composto pela camisa vermelha, calções brancos e meiões vermelhos. O conjunto reserva era o inverso, com camisas brancas, calções vermelhos e meiões brancos. O curioso é que, no segundo semestre a equipe mudou conjunto titular, deixando de usar o da Adidas, sendo o mesmo conjunto usado na temporada seguinte.


 

sexta-feira, 22 de abril de 2022

Temporada 1982

Voltando à nossa incursão histórica, chegamos à Temporada 1982. Em 1982, o Itabaiana pretendia conquistar o tão sonhado pentacampeonato. O Sergipe, portanto, sabia que só com grande esforço é que conseguiria quebrar seu próprio jejum de títulos. De fato, não foi fácil. Mas o que ninguém imaginava é que a esperada decisão seria tão simples - pois o Sergipe sagrou-se campeão sem sequer precisar jogar. 

A história é longa e começa com a decisão da Federação Sergipana em importar um trio de arbitragem do Maranhão para apitar a finalíssima, justamente entre Sergipe e Itabaiana. O Itabaiana, que queria um arbitro do quadro da FIFA, não concordou e entrou com uma liminar na justiça, afinal rejeitada. Diante disso, a Federação marcou o jogo para 5 de dezembro.

Às 16h30, conforme fora determinado, todos estavam no estádio Lourival Batista, o Batistão, em Aracaju: os juízes do Maranhão, os porteiros, os bilheteiros, os vendedores de pipoca, os narradores de rádio, a torcida e o time do Sergipe. Só faltou a equipe do Itabaiana.

O árbitro esperou a meia hora regulamentar e, pela ausência do adversário, deu a vitória ao Sergipe - que assim tornou-se campeão estadual.

Se a "decisão" não teve graça, o mesmo não se pode dizer da campanha do Sergipe ao longo da temporada. Afinal, o clube investiu em vários jogadores, como o volante Rui, do Rio de Janeiro, mais Itamar, Tião Marçal, Valdir e Amadeu, todos do futebol baiano.

Contudo, o grande destaque do quadro - e da temporada - acabou sendo o jovem volante Henágio, revelado nos juvenis. Depois dele, o melhor jogador foi o artilheiro Valença, ex-Vasco/SE.

CAMPANHA 

Num campeonato complicado, dividido em três fases, cada uma com duas etapas - turno e superturno - o Sergipe conseguiu driblar até a aritmética para conquistar o título. Venceu duas fases e foi vice em outra. Com isso, entrou na fase decisiva com cinco pontos de bonificação. No total, foram 47 jogos, em que conseguiu 23 vitórias e 17 empates. Perdeu apenas sete partidas. Foi o segundo melhor ataque (67 gols) e a segunda melhor defesa (sofreu 39 gols) - perdendo apenas para o Itabaiana. Depois de todos os obstáculos de fases, turnos e superturnos, acabou ganhando o título sem jogar, visto que o Itabaiana não apareceu na decisão.

Fonte: Revista Placar nº 657 de 24 de dezembro de 1982

 

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

Temporada 2022

Abrindo mais uma lacuna nos kits históricos do Sergipe, trago hoje os uniformes dessa temporada, mais uma vez produzidos pela Gipão. Para 2022, ano em que o Sergipe disputará 4 competições (Copa do Nordeste, Copa do Brasil, Campeonato Sergipano e Campeonato Brasileiro Série D), a Gipão trouxe um desenho que destaca a região Nordeste, com uma marca d'agua na altura do peito esquerdo. O conjunto ficou simples, porém harmônico. Um detalhe que chamou a atenção foi o tamanho dos números às costas, que nessa temporada estão em um tamanho mais proporcional à camisa.

terça-feira, 18 de janeiro de 2022

Temporada 1983

 Em 1983, o desafio do Sergipe era melhorar seu desempenho e passar da 1ª fase na Taça de Ouro (nome dado a Série A do Campeonato Brasileiro daquele ano, cuja classificação foi obtida com o Título Estadual de 1982), visto que nenhuma equipe sergipana tinha alcançado tal feito. A equipe não tinha feito nenhuma contratação de peso, porém conseguiu manter a base que conquistou o Estadual que tinha no plantel o atacante Valença, que foi o artilheiro do Estadual com 26 gols e com o talento do jovem meia-armador Henágio (que se destacou na competição, e partiu para o Santa Cruz-PE) e do milagroso arqueiro Albertino. Mas apesar da esperança da Massa Colorada, o Esquadão colorado não conseguiu a classificação, porém terminou a competição na 26ª colocação entre os 44 times que disputaram o campeonato. Já no Campeonato Sergipano, a equipe entrou na competição como atual campeão e com a base mantida, exceto com a ausência de Henágio, que saiu logo após a Taça de Ouro. A expectativa éra grande para o Bicampeonato, porém era um campeonato complicadíssimo. Cada um dos três turnos foi dividido em duas fases distintas. A primeira disputada por oito clubes; a segunda, um quadrangular com os melhores da fase anterior. O vencedor de cada fase se credenciava para o chamado turno decisivo, levando um ponto um ponto de bonificação.  Apenas o Sergipe, o Estanciano e o Confiança participaram da reta final, encerrando uma cansativa jornada de jogos. No jogo decisivo, Confiança e Estanciano estavam na liderança, com 6 pontos - sendo que o Estanciano já tinha encerrado sua campanha. O Sergipe estava com 4 pontos e em caso de vitória no jogo final contra o Confiança, empataria com os adversários e deixaria o campeonato indefinido. No fim, em um jogo cheio de catimba e com 2 jogadores do Confiança expulsos, deu empate e o titulo ficou com o Confiança, que não ganhava um troféu desde 1977. Na temporada 1983, os registros fotográficos encontrados nos levou a conclusão que o Sergipe usou algumas variações do seu uniforme (fato comum na década de 1980 entre clubes do nordeste). O uniforme titular era com a camisa predominantemente vermelha com mangas brancas, com o patrocinio EVEREST às costas, calção branco e meiões vermelhos. O uniforme reserva era de um modelo diferente do titular, com o branco como cor predominante, e linhas verticais finas em vermelho, e gola tipo "pólo" vermelha, com o patrocinio EVEREST às costas, calção vermelho e meiões vermelhos.

Fonte: Revista, Placar Edições 660 e 710 de 1983.


sexta-feira, 29 de outubro de 2021

Temporada 1984

O presidente Antônio Soares da Mota, o saudoso Motinha, mostrou ser tão ou mais exigente que a torcida do Sergipe. Ao longo do campeonato, dispensou três técnicos até que acertasse a fórmula ideal. Aí, partiu para a conquista do título.
O Sergipe começou sua campanha com Nereu Pinheiro. Depois, veio Alberto Freire, que cedeu o lugar para Juan Celly. Só na metade do terceiro turno — dos quatro que durou o campeonato — foi que a chegada de Luís Pondé engrenou o futebol da equipe. Para Luís Ponde sobrou a coragem que faltou aos demais: coragem de tirar do time "craques" que não vinham correspondendo. Sua fórmula foi simples. Quem se dedicasse mais, seria o titular. Por isso o meio-campo acabou formado por Gena, Paulinho e Rivaldo, todos ex-juvenis. Com esta filosofia, o Sergipe venceu o quarto turno e entrou para a decisão.
De todo o elenco, o jogador mais destacado nasceu dentro do próprio clube. Genaldson Souza da Conceição, 21 anos, o volante Gena. Participou de algumas partidas no campeonato de 1983, mas faltava um técnico que confiasse em seu talento. Em todo o Estado, não havia quem protejesse melhor uma zaga. Nem por isso deixava de avançar e criar oportunidades de gol. Tanto que foi ele o marcador do tento que deu o título por antecipação, na partida contra o Estanciano (1 x O, no dia 25 de novembro de 1984). Naquela tarde, aliás, a torcida vibrou muito. Todos estavam com uma injustiça atravessada na garganta: a divisão do título de 1982 com o Itabaiana por decisão do STJD, depois de o adversário se ter recusado a ir para o campo disputar o jogo final.
Para a fanática torcida do Sergipe, agora era a hora de fazer a verdadeira festa.
Para eles, o jejum durava nove anos, desde o último verdadeiro campeonato sergipano, no ano de 1975.
A certeza da conquista por antecipação era tão grande que a diretoria encomendou a cerveja, colocou o trio elétrico Atalaia na porta do estádio e ordenou aos porteiros que liberassem o gramado após a partida.
Com tantos ingredientes, foi só comemorar o 1 x O contra o Estanciano. 

Fonte: Revista Placar, Edição 782, 28/12/1984

 

sexta-feira, 15 de outubro de 2021

Temporada 1985

Na temporada 1985, coincidência ou não, o presidente do Sergipe, Antônio Soares da Mota, repetiu a mesma bem-sucedida fórmula do ano anterior para chegar ao bicampeonato. Como em 1984, o Sergipe trocou três vezes de treinador ao longo de sua campanha. O time começou sob o comando do técnico Onça. Depois veio Luís Pondé, que cedeu seu lugar para Mirobaldo. Por fim, Luís Pondé voltou a dirigir a equipe até a decisão. Nova coincidência: o mesmo Pondé sagrara-se campeão com o Sergipe na temporada passada. 

Mesmo com todas essas casualidades, em nenhum instante a torcida do Sergipe pôde comemorar a conquista antes da hora. No domingo, dia 1.º de dezembro, o time deixou Aracaju e percorreu 74 km até a cidade de Estância em busca dos dois pontos que lhe dariam o título por antecipação. Sua fanática torcida também tomou de assalto o pequeno Estádio Augusto Franco. Bem que o Sergipe tentou o gol, mas o Estanciano se desdobrou e conseguiu segurar o empate de 0 x 0, inspirado pelo gordo bicho do Itabaiana — que com este resultado ressuscitaria suas chances de chegar ao título.

Desta forma, a finalíssima foi adiada para o domingo seguinte, dia 8. Para o Sergipe, bastaria um empate. Mas o Itabaiana não deixava de ser um terrível pesadelo. Seu presidente, por exemplo, garantia durante a semana que o time não entraria em campo caso o Tribunal de Justiça Desportiva não julgasse o centroavante do Sergipe, Londrina, que já cumprira suspensão. Todos temiam que o vexame da final de 1982 se repetisse — o Itabaiana não entrou em campo na decisão contra o Sergipe e depois foi beneficiado pelo STJD, que dividiu o título. 

Mesmo com esse clima de insegurança e a forte chuva que caía sobre a capital, as duas torcidas lotaram o Estádio Lourival Batista, o Batistão. Logo aos 23 minutos do primeiro tempo, o centroavante Londrina abriu o marcador para o Sergipe: bateu uma falta de longa distância e o goleiro Marcelo aceitou um grande frango. Quinze minutos depois, o Itabaiana empatou, com um gol de Angioletti. Mas foi inútil; o time não teve forças para reagir e vencer.

No final, festa da torcida do Sergipe, que invadiu o gramado e obrigou que o troféu só fosse entregue no vestiário. No meio de tanta euforia, o presidente Antônio Soares da Mota já começava a fazer planos para o tricampeonato. Seja lá quantas vezes precise trocar de técnico.

Fonte: Revista Placar,  Edição 815, Janeiro de 1986

quarta-feira, 13 de outubro de 2021

Temporada 1986

Tudo indicava que 1986 o Sergipe consolidaria a hegemonia das ultimas 2 temporadas, quando tinha conquistado o Bicampeonato Sergipano. Time manteve a base e ainda se reforçou com o veterano Beijoca (ex-Bahia), porém o favoritismo não se consolidou em campo e a equipe não repetiu a regularidade dos anos anteriores e viu o arquirrival, que passava por problemas extracampo, montar uma equipe em um curto período, mas que conseguiu levar a Taça.  Já no Brasileirão (vaga conquistada, com a conquista do Estadual em 1985), o Sergipe fez uma campanha ruim e acabou na penúltima colocação do Grupo B. Os Uniformes usados em 1986, eram basicamente os mesmos da temporada 1987, mas tinham acima do distintivo, 2 estrelas alusivas ao Bicampeonato Sergipano 1984/85. O conjunto titular era composto pela camisa vermelha com gola "V" branca e punhos brancos, calção branco e meiões vermelhos. Já o uniforme reserva era com a camisa branca com gola "V" vermelha e punhos vermelhos, calção vermelho e meiões brancos.


quinta-feira, 7 de outubro de 2021

Temporada 1987

Como de costume, as fórmulas do Campeonato Sergipano nas décadas de 1980 eram mirabolantes e em 1987 não fugiu a regra. O Campeonato se estendeu de fevereiro a agosto, com fases, turnos e quadrangulares e por fim corou o saudoso e simpático Vasco Esporte Clube com seu 1º título na era profissional e 4º geral. O Sergipe em 1987, apesar de ter ficado em 1º na Classificação Geral (levando-se em consideração os 2 turnos) não se classificou para o Quadrangular Final, e a única alegria da torcida colorada foi ver Celso Mendes terminar a competição como artilheiro, com 18 gols. Os uniformes usados em 1987 foram os mesmos usados na temporada 1988.


domingo, 26 de setembro de 2021

Temporada 1988

A Temporada 1988 foi uma espécie de laboratório para uma geração que, anos a frente conquistaria a maior sequência de títulos do Futebol Sergipano. Naquela temporada, talentos como Elenílson e Sandoval surgiam no João Hora e começavam a ganhar espaço dentro da equipe titular do Sergipe. O título daquele ano ficou com o arquirrival, mas com a expectativa de que ainda viriam muitas alegrias para a nação colorada. 

Os uniformes usados na temporada 1988, eram simples e não tinham marcas de fornecedor esportivo nem patrocínio. O conjunto titular era predominantemente vermelho com gola "V" branca e punhos brancos, calções brancos e meiões vermelhos. O uniforme reserva era branco com a gola "V" vermelha e punhos vermelhos, calções vermelhos e meiões brancos.  


sexta-feira, 21 de maio de 2021

Temporada 1989

Antônio Soares da Mota, o Motinha, era um dirigente de personalidade forte. Comandou o clube por mais de 30 anos, foi amado e odiado na mesma proporção, envolveu-se em polêmicas, cometeu erros e teve acertos também. Um dos principais legados que deixou foi o trabalho de formação de jogadores. Muitos dos principais craques do fim da década de 80 e anos 90 eram formados no João Hora de Oliveira. Essa filosofia teve um custo, sacrificou algumas chances de título, mas credenciou o time para a conquista de 1989 e, posteriormente, para o hexacampeonato. 

A base colorada era comandada pelo Geraldão. Em entrevista ao vivo no Globo Esporte no dia do jogo que deu ao Sergipe o título de campeão sergipano em 1989, Motinha explicou ao repórter Hermínio Matos o porquê da aposta nos jogadores formados no Mundão.

- Eu percebi que o Sergipe não tinha patrimônio nenhum só contratando jogadores. Gastava dinheiro nas contratações e não tinha nenhum patrimônio. Aí, depois do título de 1985, eu dei uma de doido e comecei a apostar mais nessa formação. Isso nos custou alguns títulos. Mas eu sempre dizia que, quando os jogadores obtivessem mais experiência, as coisas iriam acontecer, como estamos vendo neste ano (1989). 

Naquele mesmo dia, o Sergipe conquistaria o 23° título de sua história. Entre os valores do time, tinham Ita, Mica, Baianinho, Elenilson, Sandoval e Nininho. Outra peça de destaque, artilheiro naquele ano, foi o atacante Celso Mendes, que não foi formado na base do clube, mas agregou bastante e teve grande importância naquela conquista. 

- Já havia um bom tempo que me recomendaram a contratação do Celso Mendes e eu acabei não contratando antes mais por conta daquelas questões de apostar mais no patrimônio do clube. Mas ele veio e é um grande jogador - disse Motinha na época.

Celso Mendes jogou ao todo três temporadas no Sergipe (1987, 1989 e 1990). Atuou também no Santa Cruz e em Portugal, no Portimonense.

- Nessas três temporadas, eu consegui marcar muitos gols e ser artilheiro em algumas ocasiões. Em 87, fui convidado a vestir a camisa do Sergipe através do Ari Resende com aval do Motinha. Consegui ser artilheiro do campeonato com 18 gols e depois fui para Portugal. Retornei em 1989. Cheguei no segundo turno e mesmo assim conseguimos o título e eu fui o artilheiro da competição com 10 gols, mesmo chegando no segundo turno. Renovei para 90, joguei mais essa temporada e fui artilheiro do Sergipe. Com isso, consegui, com muito orgulho, me tornar ídolo da torcida do Sergipe - comentou Celso Mendes.

O título de 89 poderia ter sido decidido em um Sergipe e Confiança no Batistão. Os colorados tiveram a chance de conquistar o título com duas rodadas de antecedência. Se o Tremendão, vencesse, ajudaria o Confiança, que ainda estava na briga. Celso Mendes abriu o placar, Isaísas fez contra e depois se redimiu com assistência de Celso Mendes. O título só não veio porque o Confiança ainda se mantinha vivo.

Contra o Lagarto, o Sergipe fez o jogo do título. Jogava pelo empate e a partida terminou com o placar de 0 a 0, apesar do domínio colorado. Porém, ainda não era hora de levantar a taça. Pelo regulamento da época, todo jogo que terminava empatado ia para os pênaltis. Nas penalidades, mesmo sendo derrotado, o time sagrou-se campeão. Explica-se! Era um quadrangular, quando havia empate, cada time ganhava um ponto, mas havia cobrança de pênaltis e o vencedor obtinha uma pontuação extra. O empate no tempo normal já era suficiente para garantir o título do Gipão.

Rubens Santos era o treinador do Sergipe naquela conquista. No dia seguinte, teve um Itabaiana e Confiança no antigo Médici apenas para cumprir tabela. O Tremendão venceu nos pênaltis, mas de nada adiantou. A festa já tinha sido feita na noite anterior, no Batistão, e foi colorada. 

Texto retirado na integra da Matéria do GE.com/se 

OBS: Os uniformes usados em 1989 foram os mesmos usados na temporada 1990, com o template clássico da adidas.

 

sexta-feira, 26 de março de 2021

Temporada 2021

Abrindo um parêntese na nossa regressão, hoje trago o manto da atual temporada. Produzido pela PE Retrô, o uniforme apresenta um desenho padrão para as duas versões, com a gola "V" com um friso central, padrões geométricos nos ombros e punhos da camisa e na barra do calção. No uniforme titular, a camisa rubra apresenta a gola em um tom de vermelho mais escuro e o friso central no mesmo tom vermelho da camisa, os padrões geométricos do ombro e punhos em um tom de vermelho mais escuro. Os calções são brancos com padrões geométricos da barra em vermelho e meiões vermelhos. No uniforme reserva, a camisa é branca com a gola branca e friso central vermelho, os padrões geométricos do ombro e punhos são vermelhos. Os calções são vermelhos com padrões geométricos da barra em vermelho mais escuro e meiões brancos. Em 2021, com o calendário mais cheio, esperamos que a temporada possa trazer alegrias para a massa colorada e que esse uniforme entre para a história do Mais Querido do Estado.

sexta-feira, 19 de março de 2021

Temporada 1990

Depois de um tempo sem postagens, volto com a temporada 1990, que não foi muito boa para o Mais Querido. Em um ano marcado pela Copa do Mundo da Itália, o Campeonato Sergipano começou agitado entre Sergipe e Confiança. Isso porque o atacante Celso Mendes, assinou dois contratos, um com o Sergipe e outro com o arquirrival. No fim das contas, acabou se apresentando no João Hora de Oliveira. A competição teve aquele tradicional torneio início, com as nove equipes jogando partidas curtas, tudo no mesmo dia, e com decisões por pênaltis em jogos que terminavam empatados. O Guarany de Porto da Folha foi o campeão improvável. Mas quando a bola rolou pra valer, já na decisão do 1º turno houve mais polêmica envolvendo o Sergipe e o arquirrival. Para apitar o confronto, veio o árbitro FIFA Pedro Carlos Bregalda. O confronto entre colorados e azulinos foi equilibrado no segundo tempo. Na volta do intervalo, aproveitando-se de uma falha da zaga, Nininho abriu o placar para o Sergipe. O Confiança precisava virar para conquistar a fase, empatou com Audair. Aos 43 do segundo tempo, já com a temperatura do jogo em alta voltagem, em uma bola aérea, o zagueiro Ita, do Sergipe, como último homem de defesa, evitou o gol do Confiança. O árbitro assinalou a marca do cal e a confusão foi generalizada, sendo que os jogadores do Sergipe não deixaram a cobrança ser efetuada e até o então presidente do Sergipe, o lendário Motinha, entrou em campo e não permitiu a cobrança do penalti. Diante desse cenário, o arbitro Bregalda foi para o vestiário e decretou a partida encerrada e o Confiança comemorou o título, que mais tarde foi ratificado pelo TJD. Definitivamente 1990 não foi um bom ano para o Sergipe. No segundo turno, em um clássico realizado no antigo Presidente Médici, o Itabaiana derrotou o Sergipe pelo placar de 1 a 0, tirando dos colorados definitivamente a chance de brigar pelo título, que estava entre tricolores e azulinos.Na última partida do Triangular Final, o Sergipe  enfrentou o arquirrival que jogava pelo título e abriu o placar com o atacante Dudu. O Sergipe tentou estragar a festa até o último minuto, mas não conseguiu e viu o arquirrival levantar o troféu de Campeão. 

Fonte: Matéria GE

quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

Temporada 1991

Talvez não haja algo que mais desperte o imaginário humano como as estrelas. É corriqueiro olharmos para os reluzentes objetos que a atiçam a nossa imaginação e, assim, tentamos decifrar seus mistérios e encantos. Tal como o sábio que estuda o movimento dos astros, ou a criança que vê acima do escudo os feitos eternizados de uma geração passada.

Qualquer grande clube centenário atravessa momentos altos e baixos. Em meio a crises, sempre surge a necessidade de se reinventar. Esse foi o cenário que o Sergipe vivia na segunda metade da década de 80, quando limitações financeiras forçaram a criatividade dos dirigentes rubros a criar um ousado projeto.

O C.S.Sergipe é o pioneiro na formação de atletas de base e há anos revelava craques sob a batuta do prof. Geraldo Oliveira. Tendo isso em mente, o folclórico presidente Motinha decidiu priorizar a formação das pratas da casa, mesmo que para atingir a maturação do processo o clube sofresse nas próximas temporadas.
Acontece que no meio do processo houve uma inesperada conquista do Sergipano de 1989 com uma equipe que mesclava experientes jogadores como Celso Mendes e Nininho a jovens como Sandoval e Leniton. Entretanto, o trabalho só deslancharia em 1991.
A década de 90 começava com o predomínio de nossos rivais, os quais eram os atuais campeões sergipanos e passaram a disputar a Série B do Brasileiro. Já nas bandas do Siqueira Campos, o Mais Querido enfrentava o descrédito da torcida e da imprensa, que não viam o clube exercendo o protagonismo de anos anteriores. Além disso, o Sergipe havia começado mal o campeonato. Após desempenhos fraquíssimos e instabilidades no grupo, o então técnico Mitermaia é demitido, assumindo em seu lugar o icônico Ribeiro Neto. 

O novo treinador tinha um imenso desafio pela frente: resolver a crise interna do elenco rubro e alcançar o maior rival que estava sobrando na competição. A mudança inicialmente surtiu bons resultados. Após vencer o Olímpico em sua estreia, os comandados de Ribeito Neto engataram mais 2 vitórias consecutivas em clássicos contra Confiança e Itabaiana. No entanto, a inesperada derrota de virada para o Amadense, após estar vencendo por 2 a 0, fez ressurgir o descrédito na equipe rubra, que viu com isso o seu maior rival conquistar o turno e pontos extras na fase final.

Acontece que a troca de comando resolveria não só o ambiente do vestiário como também o futebol apresentado por jogadores que ainda não haviam deslanchado. Um dos casos mais notórios é o do centroavante Rocha, que se tornaria um dos maiores artilheiros da história do clube. Além dele, Sandoval e Elenilson elevaram seu futebol após mudanças no esquema tático, que passaria apresentar uma rotação de posição entre esses dois jogadores. Soma-se a isso o faro de gols do jovem Leniton, artilheiro da competição até então. Estava formado o quarteto jamais esquecido pela Massa Colorada.

Por outro lado, uma das jogadas de Ribeiro que mais surtiu efeito foram os blefes dados por ele em entrevistas para a imprensa. O técnico passava a afirmar que o campeonato estava perdido e que o nosso rival já poderia ser considerado campeão. Aos poucos, de vitória em vitória, o Sergipe passava a se aproximar do time do Bairro Industrial sem muito alarde.

Sacudida a poeira após a derrota em Tobias Barreto, o Sergipe deu uma arrancada no hexagonal da competição, mas tinha o Itabaiana como o rival a ser batido para alcançar uma vaga na final contra os azulinos.

Na última rodada do hexagonal, o Tricolor da Serra enfrentou a fraca equipe do União de Propriá em seus domínios. Os bastidores dessa partida deram o que falar, pois o presidente da equipe ribeirinha afirmou que dirigentes tricolores estiveram na cidade e que mantiveram conversas suspeitas com os dois goleiros do União. Com isso, os atletas suspeitos foram afastados do time, cabendo ao zagueiro Cosme a posição de goleiro improvisado. Eis que o inacreditável aconteceu: o Itabaiana desperdiçou inúmeras oportunidades não conseguindo vencer a partida, que ficou empatada em 1 a 1, graças a espetacular atuação do zagueirão Cosme embaixo da meta do União. No final do jogo, o dirigente propriaense acrescentou que os dirigentes rubros ofereceram uma gorda premiação aos jogadores do União caso arrancassem pontos do Tremendão da Serra.

No final dessa rodada, Sergipe e Itabaiana empataram em número de pontos, o que forçou uma partida extra entre as duas equipes, a qual foi vencida pelo Mais Querido. Os gols da vitória rubra foram marcados por Rocha e Evandro, enquanto Vanderlei descontou para os tricolores. 

Após a conquista do hexagonal, o Sergipe enfrentaria seu maior rival em dois jogos, nos quais uma derrota ou dois empates seriam fatais para o Vermelhinho. O Gigante Rubro necessitava, no mínimo, de um empate e uma vitória para forçar mais três jogos finais.

A torcida rubra viu seu time sair na frente no primeiro jogo aos 13 minutos com um golaço de Rocha. No entanto, os colorados foram infelizes após sofrem um gol contra de Luís Dias que culminou no empate da primeira partida.

O segundo jogo da decisão já havia começado com clima de festa dos rivais, que colocaram um trio elétrico na porta do Batistão, já contando com a conquista do campeonato. Em campo, um clássico bastante nervoso. Sergipe e Confiança realizaram uma partida bastante disputada e agressiva. Houve a expulsão de seis jogadores, três de cada equipe. O jogo caminhava para o título dos adversários, pois os gols de Rocha (CSS) e de Audair (ADC) arrastavam a partida para o desejado empate para os azulinos. Ocorre que os deuses do futebol já haviam vestido o manto rubro naquele ano. Aos 35 minutos do segundo tempo, Tuíca entrou em campo para mudar de vez o rumo da história. Um inacreditável foguete saiu dos pés de Tuíca, acertando o ângulo da meta adversária. O campeonato havia sido conquistado ali, pelos pés de Tuíca.

O resultado forçou uma nova série de 3 jogos decisivos. O Sergipe venceu a primeira partida com gol de Rocha e venceu a seguinte com gol do jovem Leniton, evitando-se, assim, um terceiro confronto. Finalmente os filhos de Geraldão adentraram no Panteão de Estrelas do futebol sergipano e logo seriam eternizados pelo espetáculo que só estava começando.

Para o ano de 1991, o Sergipe iniciou a temporada jogando com o uniforme da temporada anterior produzido pela gigante alemã Adidas (a marca vestia grande parte dos clubes brasileiros na década de 1980 e início da década de 1990, com kits básicos onde eram aplicados apenas os escudos das equipes e que se tornaram uniformes clássicos), com o acréscimo da aplicação do logo dos Refrigerantes Pinguim, que patrocinou o Sergipe naquela temporada.  O conjunto titular era composto com a camisa vermelha com as três listras da adidas nos ombros, calção branco e meiões vermelhos. O conjunto reserva era o inverso do titular, com camisas brancas e detalhes em vermelho, calções vermelhos e meiões brancos. Durante o decorrer do Campeonato Sergipano, o Sergipe trocou de uniforme. Deixou de vestir Adidas e passou a usar um material sem marca definida e que foi até o final da temporada. O conjunto titular era com camisa predominantemente vermelha, com gola branca tipo Pólo e detalhes brancos nas mangas e uma listra fina branca na altura do peito, calções brancos e meiões vermelhos. O Uniforme reserva era o inverso do titular, com detalhes em vermelho, calções vermelhos e meiões brancos. Um fato interessante daquela temporada foi o uso de um uniforme titular produzido pela Adidas, provavelmente usado em poucas partidas e com um patrocinador diferente, Farone (não foram encontradas imagens do uniforme reserva).

*Texto base de Davi Tenório. Revista Almanaque do Gipão. Edição n° 2. Janeiro de 2020


domingo, 29 de novembro de 2020

Temporada 1992

A massa colorada sempre foi acostumada a presenciar futebol de qualidade. Os esquadrões rubros sempre jogaram de forma ofensiva e com bastante técnica. É assim que podemos definir a Escola Colorada de Futebol, um celeiro de jogadores habilidosos, velozes e goleadores, como também de defensores de grande técnica. Em 1992, o torcedor do Sergipe sentia-se orgulhoso por ver essa tradição sendo posta em campo, um time então campeão que defenderia o título de forma primorosa.

A temporada de 1992 iniciava promissora no João Hora, já que os atuais campeões mantiveram a base do grande time do ano anterior. Além disso, os jovens talentos mostravam uma grande evolução, não mais sendo considerados apenas promessas. Por outro lado, o Mais Querido não contaria com o craque Leniton, que havia sido emprestado ao Bahia, no início do campeonato, o qual só retornaria no segundo turno.

A primeira partida do ano ocorreu contra um adversário que fi caria marcado na temporada: o antigo São Cristóvão de Carmópolis. O Sergipe não enfrentou dificuldades ao vencê-lo pelo placar de 2 a 0 com gols de Rocha e Zé Raimundo. Em seguida, os rubros venceriam o União de Propriá e o Estanciano, este último goleando por 6 a 0. Apesar do bom início, o time teve um péssimo desempenho na Série C e passou a sofrer derrotas também no estadual. Com isso, o treinador Ribeiro Neto optou em mudar os ares ao sair do clube.

Enquanto o presidente Motinha não definia seu sucessor, o artilheiro Rocha passou a desempenhar também o papel de treinador na vitória contra o Maruinense e na derrota para o maior rival na decisão do 1º turno.

Finalmente, na fase seguinte, estreava o técnico que acompanharia o time pelo resto da temporada. Tratava-se do carioca Ivan Gradim.

O novo comandante também contou com a volta de Leniton após o término do seu empréstimo ao tricolor baiano. Após essas mudanças, o Sergipe ganhou fôlego para se recuperar no campeonato, alcançando, assim, o título do 2º turno ao vencer a equipe do bairro industrial por 2 a 0, gols de Rocha.

O final do campeonato se aproximava e o Gipão acumulava vitórias até a partida que selaria o bicampeonato. Eis que a conquista chegaria em duelo contra o adversário da estria da competição, o São Cristóvão. Uma caravana com mais de 20 ônibus e 200 carros, segundo o jornal A Gazeta de Sergipe, saiu de Aracaju em direção ao estádio Petrolão em Carmopólis. Os colorados precisavam de apenas um empate para o título.

A massa colorada viu seu esquadrão abrir o placar com Leniton de cabeça, logo aos 11 minutos, após cobrança de falta de Osvaldo. Mas, ainda no 1º tempo, Malvina empatou para o São Cristóvão, terminando assim o 1º tempo.

Na volta do intervalo, os adversários estavam mais motivados, criando chances claras de gol. Atento a situação, o técnico Gradim mexeu na equipe colocando Zé Raimundo na partida. Com a mudança, o Sergipe melhorou na partida até desempatar o placar com Elenilson. A torcida rubra já fazia a festa nas arquibancadas quando Zé Raimundo deu um lençol no zagueiro e cruzou na medida para Leniton fechar o placar. Final, Sergipe 3 x 1 São Cristóvão, para o delírio da Massa Colorada que viu seu time conquistar o bicampeonato de forma antecipada e a 25ª taça na sua galeria de troféus. 

Em 1992, as camisas já não eram mais produzidas pela Adidas, e apenas os calções continuavam a ser usados. As camisas não tinham um fornecedor definido e eram simples. O conjunto titular era composto pela camisa vermelha com golas e punhos brancos, calção branco e meiões vermelhos. O conjunto reserva era com a camisa branca com golas e punhos vermelhos, calções vermelhos e meiões brancos.


Texto base de Davi Tenório. Revista Almanaque do Gipão. Edição n° 2. Janeiro de 2020

Temporada 2023 - Camisa Retrô e Alternativa

Depois de um período sabático, o Manto Colorado está de volta. Para esse retorno, trago duas camisas alternativas lançadas em 2023. Uma dela...